Familiar de Bolsonaro entra com ação contra desfile que homenageou Lula: Controvérsias no Carnaval com críticas e processos.

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Familiar de Bolsonaro entra com ação contra desfile que homenageou Lula e critica
‘tratamento jocoso’ ao ex-presidente

Acadêmicos de Niterói retratou Bolsonaro como um palhaço encarcerado. Em comunicado, a escola
afirma estar sofrendo perseguições e pede um julgamento justo e imparcial por parte dos jurados do carnaval
do Rio.

Quatro escolas fizeram suas apresentações na primeira noite de desfiles do grupo Especial,
na Sapucaí.

O irmão do ex-presidente Jair Bolsonaro, Renato Bolsonaro, tomou a decisão de entrar com duas ações
judiciais para exigir providências após o desfile da escola de samba Acadêmicos
de Niterói, que prestou homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Sapucaí, na noite de domingo (15). As ações indicam possíveis atos de improbidade
administrativa e propaganda eleitoral antecipada.

Na representação dirigida às autoridades eleitorais, o irmão de Bolsonaro
argumenta que o samba-enredo da Niterói menciona o número 13 e o jingle de Lula.
Além disso, afirma que membros da escola fizeram o gesto com a letra “L” com as mãos durante
a transmissão do desfile.

Renato Bolsonaro também alega que a escola ridicularizou seu irmão,
“representando-o como um palhaço”, assim como a famílias conservadoras de direita.

A Niterói utilizou a figura do palhaço Bozo para se referir a Bolsonaro em dois
momentos do desfile: na comissão de frente, onde atores e dançarinos
representavam também Lula e os ex-presidentes Dilma Rousseff e Michel Temer, e
em um dos carros alegóricos que mostrava uma escultura gigante do palhaço atrás das
grades.

A fantasia representando uma lata de alimentos na ala chamada “Neoconservadores em Conserva” também gerou polêmica. No rótulo, havia a imagem de um
casal com duas crianças e o texto “família em conserva”.” Militantes de direita consideraram um ataque às famílias evangélicas. “Usar recursos públicos para zombar da Igreja Evangélica é inaceitável. O governo Lula estava ciente do enredo do desfile. O governo Lula sabia de cada ala que
desfilaria”, afirmou a senadora Damares Alves (PL-DF).

“A fé cristã foi exposta ao ridículo em nome da cultura disfarçada de
politização”, disse a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, presidente do PL
Mulher.

DEFILE ENVOLTO EM CONTROVÉRSIAS

Em comunicado divulgado na segunda-feira (16), a Acadêmicos de Niterói afirmou ter sido alvo de
perseguições durante os preparativos do desfile e reforçou a necessidade de que a avaliação dos
jurados seja “justa, técnica e transparente”.

Nos dias anteriores ao carnaval, o desfile da Niterói enfrentou pelo menos
dez ações na Justiça e no Tribunal de Contas da União (TCU). Partidos e
parlamentares da oposição argumentaram que o enredo se tratava de propaganda eleitoral
antecipada do presidente Lula.

Em 12 de fevereiro, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) negou um pedido de medida cautelar
que buscava proibir o desfile, embora os ministros tenham alertado que condutas na
avenida poderiam configurar crime eleitoral.

Após esse alerta, o governo recomendou que as autoridades evitassem qualquer
manifestação que pudesse ser considerada propaganda eleitoral. A primeira-dama, Janja da
Silva, desistiu de desfilar e assistiu à passagem da escola em um camarote ao
lado de Lula.

Em nota, Janja afirmou que tomou essa decisão para evitar “possíveis perseguições à
escola de samba e ao presidente Lula”.

Após o desfile, políticos e partidos de oposição ao governo fizeram novas
críticas e anunciaram que tomarão medidas cabíveis.

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