Foliões resistem à chuva e esticam carnaval no Marco Zero em Recife

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Foliões ignoram chuva e esticam carnaval até o amanhecer ao som de Alceu, Elba e
Spok no Marco Zero

Última noite de apresentações no palco principal da capital terminou ao
amanhecer diante de público que resistiu a acabar com folia.

Foliões ignoram chuva e esticam carnaval até o amanhecer no Marco Zero do Recife

Foliões ignoram chuva e esticam carnaval até o amanhecer no Marco Zero do Recife

Um público resistente e sem medo de chuva, que não queria se despedir do
carnaval de jeito nenhum, foi o protagonista do encerramento oficial do carnaval
do Recife, no palco principal do Recife, o Marco Zero, entre a noite da terça (17) e esta
Quarta-feira de Cinzas (18).

Quem comandou a festa foi Alceu Valença, Elba Ramalho e Maetro Spok com seu
Orquestrão, que, como de costume, coroou a festa do frevo e encerrou a
programação oficial, por volta das 4h (veja vídeo acima). Também subiram ao
palco Nena Queiroga e Geraldo Azevedo.

“Aqui é o Orquestrão e é frevo puro. Quem não aguentar, pode ir dormir, porque a
gente vai até de manhã”, disse o Maestro Spok ao subir no palco e saudar a
multidão, às 2h30. Por volta das 3h30, uma forte chuva caiu sobre o Marco Zero,
mas não afugentou o público.

Em 2026, o Orquestrão do Frevo comemorou vinte anos de apresentação no Marco
Zero. Spok contou com a participação de convidados como Lucy Alves, a banda Som da Terra e nomes
históricos como Maestro Duda e Maestro Edson Rodrigues.

“Eles estão entre os grandes responsáveis por manter viva essa tradição”, disse
o músico.

Diante da iminente Quarta de Cinzas, tinha folião inconsolável. “A gente se
despede com tristeza, né? Porque é uma festa cultural importante e rende frutos
tão bons”, disse o designer Paulo Sérgio.

Mas carnaval combina mesmo é com alegria. O folião Tiago Pereira, por exemplo,
era só animação e orgulho ao segurar uma bandeira gigante de Pernambuco.

Quem abriu o último dia de shows no Marco Zero foi o Encontro de Maracatus de
Baque Solto, que, em grande estilo, reuniu 11 nações numa mistura de cores e de
tradição que se renova todos os anos.

Expressão cultural secular, o maracatu se divide em duas modalidades; baque
solto, ou rural (caboclos-de-lança), e de baque virado, ou de nação (cortejo com
rei e rainha). Entre as apresentações, o Maracatu Piaba de Ouro, Cambindinha,
Leão do Norte e Leão Vencedor.

A cantora Nena Queiroga foi a primeira a subir ao palco e cantou sucessos
marcantes do carnaval pernambucano. Na sequência, o cantor Geraldo Azevedo fez
um show mais intimista e marcado pelo simbolismo com direito a um cortejo sob o
palco.

A paraibana Elba Ramalho contagiou o público cantando grandes hits, como “Frevo
Mulher”, e com um repertório que homenageou Jorge Ben Jor, Tim Maia e O Rappa.

Depois de cantar “Pescador de Ilusões”, Elba homenageou o vocalista d’O Rappa.
“Marcelo Falcão é uma das pessoas mais maravilhosas que conheci na vida”, disse.

Já passava de 1h quando Alceu Valença emocionou o público com “Anunciação”. Como
um verdadeiro réveillon em pleno fevereiro, os foliões pareciam brindar o fim do
carnaval e a realidade da volta à normalidade.

Um dos carnavais mais populares e múltiplos do país, a folia do Recife se
fortalece com o passar das gerações. A professora Rosemary Mendes fez questão de
trazer o filho , Yan Mendes, de 11 anos.

Assim como na virada de ano, uma queima de fogos de artifício iluminou o início
do Orquestrão do Frevo.

A noite da virada do carnaval para o ano que começa de fato foi realizada com os
clarins do frevo tocando fortes para lembrar que a festa recomeça em 6 de
fevereiro de 2027, o próximo Sábado de Zé Pereira.

Ao fim da apresentação, o Maestro Spok marchou com parte da orquestra a encontro
do povo. “O frevo resiste”, finalizou o músico.

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