Botafogo encara altitude de 4 mil metros e montanha de prata em Potosí; conheça
Cidade localizada nas montanhas da Bolívia foi centro mundial de mineração de prata na colonização espanhola e hoje é o terror de brasileiros
Conheça a história de Potosí, cidade onde o Botafogo joga pela Libertadores [https://s04.video.glbimg.com/x240/14355751.jpg]
O nome Potosí causa calafrios a quem enfrenta as equipes da cidade boliviana. Localizada a 4.000 metros de altitude, a casa do Nacional Potosí, adversário do Botafogo [https://globoesporte.globo.com/futebol/times/botafogo/] nesta quarta-feira pela segunda fase da Libertadores, é o terror de brasileiros e possui história centenária como centro mundial de prata.
Potosí é uma cidade improvável. A distância para a capital da Bolívia, La Paz, é de 544 km, e altitude é assustadora. Lar de povos indígenas e do Império Inca, foi uma das cidades mais ricas do mundo entre os séculos XVI e XVII. Isso se deve à exploração da prata que abasteceu a Espanha e moveu a globalização. O ge conta a história da incrível cidade localizada a 4.000 metros do nível do mar.
Não existe lugar como Potosí no mundo. Entre as cidades com mais de 100 mil habitantes, é a terceira mais alta, atrás somente de Cerro de Pasco, no Peru, e El Alto, também na Bolívia. Potosí é chave para entender a formação da globalização e o poder da colonização espanhola na América do Sul.
Impressiona chegar em Potosí, a 4.000 metros do nível do mar, e observar uma montanha que eleva a cidade a 4.782 metros. O Cerro Rico (Sumaq Urqu em quéchua, idioma indígena) faz parte da Cordilheira dos Andes e foi responsável por cerca de 85% da produção andina de prata durante a colonização espanhola.
O vermelho da montanha virou vermelho de sangue. A lenda diz que, em 1545, um indígena buscava uma lhama na região de Potosí quando acendeu uma fogueira e viu a prata no Cerro Rico. A partir daí, os espanhóis chegaram e tomaram posse do Sumaq Urqu.
Povos locais foram explorados com trabalhos forçados, assim como aconteceu no Brasil. Pessoas foram retiradas do continente africano para serem escravizadas na América do Sul. Potosí fez o Império Espanhol ser a potência da época. Em determinado momento, o volume anual de prata que atravessou o Oceano Atlântico foi de 3.000 toneladas.
Com a prata de Potosí, surgiu o “real de a ocho”, a moeda do Império Espanhol que passou a ser usada em diversos cantos do globo. Também chamado de “dólar espanhol”, foi utilizado em diversos países até o século XX e inspirou o dólar americano.




