O estado do Pará registrou quase 29 mil ocorrências de golpes virtuais somente em 2025, com o crime mais frequente sendo o estelionato, totalizando cerca de 19 mil denúncias, de acordo com dados divulgados pelo governo estadual. Além do estelionato, também foram contabilizadas várias outras modalidades de golpes, como falsa identidade, fraude eletrônica, furto, extorsão e falsidade ideológica.
Diante do aumento dessas ocorrências, a principal orientação é que a população esteja atenta e desconfie de contatos inesperados, especialmente quando solicitar informações pessoais, senhas, códigos de verificação ou transferências financeiras urgentes forem feitos. É importante ressaltar que bancos e instituições oficiais não solicitam esses tipos de informações por telefone ou mensagem, e recomenda-se que, em caso de suspeita, a vítima não forneça tais dados e registre um boletim de ocorrência.
Os criminosos costumam explorar o medo, a pressa e a falsa aparência de legitimidade, passando-se por representantes de instituições financeiras, empresas reconhecidas ou até mesmo pessoas próximas da vítima. Entre os golpes mais comuns estão o golpe do falso funcionário de banco, o golpe do PIX, clonagem de aplicativos de mensagens, falsos anúncios de vendas em redes sociais e aplicativos de comércio eletrônico, e phishing com links falsos para capturar dados pessoais, explicou Vanessa Lee, titular da Diretoria Estadual de Combate aos Crimes Cibernéticos (DECCC).
Para se proteger contra esses golpes, é fundamental não clicar em links desconhecidos, não compartilhar códigos recebidos por mensagens ou ligações, usar senhas fortes, ativar a verificação em duas etapas e sempre confirmar qualquer informação diretamente pelos canais oficiais da instituição em questão.
A Polícia Civil orienta que, ao cair em um golpe, a vítima deve agir imediatamente, registrando um boletim de ocorrência e reunindo o máximo de provas possíveis, como capturas de tela de conversas, comprovantes de transferências, números de telefone, e-mails, perfis utilizados pelos criminosos e links recebidos. Recomenda-se também informar a instituição financeira rapidamente para tentar bloquear valores transferidos, mudar as senhas de contas, e-mails e aplicativos, e alertar familiares e contatos para evitar novas vítimas.
A Delegacia de Crimes Cibernéticos atua constantemente na prevenção e na investigação de golpes e fraudes praticados pela internet, realizando ações de orientação e conscientização da população e investigações técnicas, como análise de dados digitais, elaboração de relatórios, identificação de suspeitos e rastreamento de contas e dispositivos eletrônicos. Em 2025, foram realizadas 69 operações policiais contra crimes cibernéticos que resultaram no cumprimento de mandados, prisões, apreensão de eletrônicos e bloqueio de valores, desarticulando grupos suspeitos.




