O cubano Mandy Pruna recorda a época em que turistas americanos visitavam Cuba, impulsionando o turismo local. Seu Chevrolet vermelho de 1957 era muito requisitado, com celebridades como Will Smith, Rihanna e Kim Kardashian pagando para passeios de carro clássico. Com a interrupção do fluxo de petróleo para Cuba pelo governo Trump, o país vive um momento de incerteza econômica. A falta de combustível e turistas impacta severamente a população, levando à suspensão de aulas, fechamento de hotéis e cancelamento de eventos lucrativos, como o festival de charutos Habanos.
A crise afeta diversos setores, com empresas suspendendo operações de mineração e redução de serviços em hospitais. A falta de combustível gera apagões diários, interferindo na vida cotidiana dos cubanos. O impacto humano da crise é evidente, com alimentos importados em risco de escassez devido a políticas agrícolas defasadas. Algumas empresas privadas já suspenderam operações, enquanto o governo cubano insta a população a adotar medidas de resistência criativa.
O presidente Miguel Díaz-Canel pede à população para lidar com a escassez apoiando-se na produção local. A situação nos mercados agropecuários reflete a dificuldade crescente em transportar alimentos das áreas rurais para as cidades. Mandy Pruna, motorista de carro clássico, considera imigrar para a Espanha diante da incerteza. Ele suspendeu sua licença de motorista após anos lucrando com o turismo em seu Chevy, agora incerto devido à falta de combustível e turistas em Cuba.
A pressão econômica dos EUA visa forçar reformas políticas e econômicas em Cuba, mas o impacto sobre a população é devastador. A crise afeta a vida diária dos cubanos em um país à beira do colapso econômico. Com famílias lutando para obter alimentos e empresas fechando suas portas, a situação é cada vez mais desesperadora. A comunidade internacional está preocupada com a possibilidade de uma crise humanitária se instalar na ilha caribenha.




