Mulher morta a tiros pelo ex implorou pela vida da filha: família conta aterrorizante relato de feminicídio em Itumbiara, Goiás

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Mulher morta a tiros pelo ex implorou pela vida da filha antes de ser
assassinada, diz família

Filha da vítima também foi agredida com uma coronhada na cabeça. Elieser tinha
medida protetiva contra o ex-companheiro, que já havia sido condenado por
violência doméstica.

Mulher é morta pelo ex-marido em Itumbiara; enteada do suspeito também foi
agredida

A diarista Elieser Teodoro da Silva, de 39 anos, que foi morta a tiros pelo
ex-companheiro, implorou pela vida da filha adolescente, segundo a família. O crime aconteceu no sábado (14), no Setor Santa Rita, em Itumbiara, no sul DE Goiás.

Segundo a irmã da vítima, Elieser era uma pessoa simples, trabalhadora e muito
dedicada à filha de 15 anos. A adolescente presenciou o crime e contou à família que, ao se
deparar com o homem armado, a mãe teria dito: “Por favor, não faz nada com a
minha filha”.

“Ela morreu salvando a filha. Isso já diz tudo sobre quem ela era”, afirmou a
irmã.

Durante a ocorrência, a filha da vítima também foi agredida com uma coronhada na
cabeça. A adolescente foi socorrida e não corre risco de vida.

De acordo com a Polícia Civil, o ex-companheiro, Pedro da Costa Queiroz, de 46
anos, após o crime ele tirou a própria vida. O caso é investigado como
feminicídio.

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Pedro havia sido condenado por violência doméstica contra Elieser. —
Foto: Reprodução/Redes sociais

MÃE DEDICADA E AMANTE DOS ANIMAIS

Descrita como apaixonada por animais e plantas a rotina de Elieser era dividida
entre o trabalho como diarista e os cuidados com a casa, os bichos e a filha.

Segundo a irmã, o maior sonho da vítima era quitar o financiamento da casa e ver
a filha formada. “Ela dizia que só queria que a filha tivesse uma profissão. A vida dela era
trabalhar e cuidar”, contou.

A família relatou ainda que Elieser era muito ligada aos animais
e sempre mandava fotos dos gatinhos que cuidava para a família e amigos.

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RELACIONAMENTO MARCADO POR VIOLÊNCIA

O relacionamento do casal durou cerca de 13 anos e, segundo familiares, era
motivo de preocupação desde o início. Parentes afirmam que nunca apoiaram a
relação.

Conforme a Polícia Civil, Pedro já havia sido condenado por violência doméstica
contra Elieser em 2024. No dia 6 de fevereiro deste ano, a Justiça concedeu
medida protetiva à vítima após denúncia por ameaça e dano.

Segundo o advogado João Barbosa, que defendia Pedro no caso mais recente, ele
esteve na delegacia na sexta-feira (13), um dia antes do crime, para prestar
depoimento sobre o descumprimento da medida.

O delegado responsável pelo caso, informou que será instaurado inquérito
policial para apurar os fatos. No entanto, o procedimento pode ser arquivado em
razão da morte do investigado.

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