Vaticano rejeita ‘Conselho da Paz’ de Trump e defende liderança da ONU

vaticano-rejeita-conselho-da-paz-de-trump-e-defende-lideranca-da-onu

O Vaticano rejeita ‘Conselho da Paz’ de Trump e defende liderança da ONU

A Santa Sé não integrará o “Conselho da Paz”, proposto pelos Estados Unidos para supervisionar Gaza e outros conflitos em escala mundial. A decisão foi anunciada pelo cardeal Pietro Parolin, principal diplomata do Vaticano, em resposta à iniciativa do presidente americano, Donald Trump, de criar um órgão de governança temporária na Faixa de Gaza e expandi-lo para lidar com crises internacionais. A recusa do Vaticano em participar do conselho proposto por Trump evidencia a preferência da Santa Sé por soluções multilaterais conduzidas sob a autoridade da ONU.

Embora o papa Leão XIV, primeiro pontífice norte-americano da história e crítico de algumas políticas de Trump, tenha sido convidado a integrar o conselho, a Santa Sé optou por manter-se alheia à proposta por considerar que o formato do órgão não condiz com as práticas diplomáticas habituais entre Estados. O cardeal Parolin destacou a importância da autoridade das Nações Unidas na gestão de crises internacionais, ressaltando que a ONU deve ser o principal organismo responsável por tratar dessas situações.

A desaprovação do Vaticano em relação ao “Conselho da Paz” de Trump reflete preocupações de especialistas em direitos humanos quanto ao caráter colonialista da proposta de um conselho liderado pelos Estados Unidos para administrar um território estrangeiro, sem representação Palestina. A crítica se estende à possível fragilização da ONU e à criação de uma estrutura paralela de gestão internacional. Países europeus como a Itália e a União Europeia escolheram participar do órgão apenas como observadores, mantendo distância da integração formal.

Enquanto o conflito em Gaza continua instável, com violações do cessar-fogo resultando em vítimas tanto palestinas quanto israelenses, a posição do Vaticano reforça a importância de abordagens multilaterais e do respeito às instituições internacionais para o gerenciamento de crises. A recusa da Santa Sé em aderir ao conselho proposto por Trump contribui para o isolamento político da iniciativa e enfatiza a defesa histórica do Vaticano por soluções conduzidas dentro do marco institucional das Nações Unidas, reforçando a busca por uma governança global mais equilibrada e inclusiva.

Box de Notícias Centralizado

🔔 Receba as notícias do Diário do Estado no Telegram e no WhatsApp