O Movimento de Resistência Islâmica Palestina (Hamas) convocou a população palestina e apoiadores da causa no mundo inteiro para fortalecer a solidariedade com Gaza, Jerusalém e a Mesquita de Al-Aqsa durante o mês sagrado do Ramadã. Em meio ao agravamento das tensões na região e às restrições impostas por Israel ao acesso de fiéis ao principal santuário islâmico em Jerusalém Oriental, o Hamas emitiu um comunicado conclamando a mobilização global, o fim do bloqueio e a maior presença na Mesquita de Al-Aqsa.
Segundo informações da emissora HispanTV, o Hamas destaca a importância de renovar o compromisso com os objetivos nacionais palestinos e ampliar o apoio aos prisioneiros, feridos e familiares das vítimas do conflito durante o Ramadã. O movimento enfatiza a necessidade de medidas concretas por parte de governos, organizações internacionais e entidades de direitos humanos para acabar com o bloqueio a Gaza e interromper os ataques contra civis.
Além disso, o Hamas incentiva os palestinos que vivem na Cisjordânia, em Jerusalém Oriental ocupada e nos territórios de 1948 a participarem ativamente nas orações na Mesquita de Al-Aqsa e nos rituais de retiro espiritual (Itikaf). A presença massiva no local sagrado é vista como uma forma de resistência contra os planos de ocupação e colonização por parte de Israel, conforme destacado pela organização.
Denunciando as ações do governo liderado por Benjamin Netanyahu contra a Mesquita de Al-Aqsa como provocativas, o Hamas ressalta que as noites do Ramadã devem ser um momento de obediência, perseverança e resistência contra o inimigo. O movimento não se restringe aos territórios palestinos, apelando à diáspora e a simpatizantes internacionais para intensificarem as iniciativas de solidariedade ao longo do mês sagrado e pressionarem por um cessar-fogo e o levantamento do bloqueio à Faixa de Gaza.
Durante o período de jejum e oração do Ramadã, centenas de milhares de palestinos costumam se dirigir à Mesquita de Al-Aqsa para as cerimônias religiosas. No entanto, este ano, autoridades israelenses impuseram restrições à entrada de jovens palestinos no complexo sagrado e ao acesso de fiéis de outras regiões ocupadas. Ativistas palestinos e o Hamas alertam sobre as tentativas de alterar a identidade islâmica da cidade e reiteram a importância da proteção dos locais sagrados muçulmanos, em especial a Mesquita de Al-Aqsa.
Com um amplo esquema de segurança no entorno do Monte do Templo/Haram al-Sharif, a polícia israelense pretende garantir a ordem durante o mês sagrado, despertando preocupações entre os ativistas palestinos. Diante das tensões crescentes, o Hamas enfatiza que a Mesquita de Al-Aqsa representa uma linha vermelha diante das ações israelenses na região, reforçando a convocação para a união dos muçulmanos durante o Ramadã em defesa de Al-Quds e da Mesquita de Al-Aqsa.




