Análise: Bahia melhora no segundo tempo, mas início desastroso coloca classificação em risco
Tricolor perde por 1 a 0 para o O’Higgins no jogo de ida da segunda fase prévia da Libertadores
DE 1 x 0 Bahia | Melhores momentos | 2ª fase | CONMEBOL Libertadores 2026 [https://s01.video.glbimg.com/x240/14359680.jpg]
DE 1 x 0 Bahia | Melhores momentos | 2ª fase | CONMEBOL Libertadores 2026
O jogo de ida da segunda fase prévia da Libertadores teve duas versões do Bahia [https://globoesporte.globo.com/ba/futebol/times/bahia/] em campo, mas nenhuma delas, nem mesmo a melhor, foi capaz de balançar as redes do O’Higgins-CHI. Por isso, e principalmente pelo início desastroso, os chillenos venceram por 1 a 0 [https://ge.globo.com/ba/futebol/libertadores/jogo/18-02-2026/o-higgins-bahia.ghtml?utm_source=whatsapp&utm_medium=canais&utm_campaign=ge-bahia] a partida disputada na noite da última quarta-feira, no Estádio El Teniente [assista aos melhores momentos no vídeo acima].
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A Copa Libertadores se joga com a bola nos pés, mas também com a cabeça, com a experiência, com a já conhecida catimba sul-americana. No primeiro tempo contra O’Higgins, o Bahia perdeu nos dois cenários porque jogou menos futebol que o adversário, e não soube lidar com a parte emocional quando se viu sem o controle da partida.
No segundo tempo, quando teve bola nos pés e foi superior ao adversário, surgiu um novo problema: o poder de decisão. O Bahia não acertou nenhuma finalização na direção do gol. O time teve quem articulasse as jogadas, mas sentiu falta de alguém para decidir, para transformar o domínio em chances reais de gol.
O início de jogo do Bahia foi catastrófico. Um Luciano Juba desatento ofereceu espaços no lado esquerdo da defesa que foram muito bem aproveitados pelos mandantes. No primeiro minuto, Ronaldo salvou o time com uma ótima defesa, mas no lance seguinte ele não evitou o gol de González em novo avanço pelo setor.
Atrás do placar, com adversário fechado no seu campo, o Bahia sofreu sem um jogador que tratasse melhor a bola. Talvez tudo isso tenha passado pelas ausências de Everton Ribeiro, desfalque por suspensão, e Caio Alexandre, que começou a partida no banco de reservas. Além de qualidade, faltou ao Tricolor cabeça para lidar com as decisões de um árbitro caseiro e com a catimba dos chilenos.
A primeira parte do jogo teve erros técnicos e táticos, mas que em sua maioria foram resolvidos para o segundo tempo. A entrada de Caio Alexandre no lugar de Erick, por exemplo, qualificou o meio de campo. Com o agora camisa oito, o Bahia teve mais posse de bola e controle para jogar mais próximo de seu estilo.
Mas a realidade é que mesmo quando esteve mais perto de sua melhor versão, o Bahia não fez um bom jogo. A posse de bola do segundo tempo não veio acompanhada de efetividade, e foi o O’Higgins que voltou a balançar as redes. Uma falta em Ademir na origem da jogada anulou um gol que reforçaria a noite ruim dos zagueiros tricolores.
Para o jogo de volta, Rogério Ceni tem que fazer do time mais agressivo na busca pela classificação. No Chile, os pontas viveram noite pouco inspirada e não venceram duelos pelos lados de campo. Willian José também não conseguiu ser uma referência que pesasse a área, e quem veio do banco não mudou o cenário.
Para avançar de fase, o Bahia vai precisar fazer gols. E, para isso, vai precisar contar com mais poder de fogo. Na última quarta-feira, ter a posse de bola não foi suficiente para o time superar um adversário fechado no seu campo. Um cenário que deve ser ainda mais desafiador na partida de volta.
Depois da derrota nesta quarta-feira, o Bahia precisa vencer por dois gols de diferença para se classificar no jogo de volta. Se conseguir a vitória pela vantagem mínima, a classificação vai ser decidida nos pênaltis. As equipes voltam a medir forças a partir das 19h (horário de Brasília) da próxima quarta-feira, na Casa de Apostas Arena Fonte Nova.




