PF cita mais de dez encontros presenciais entre Vorcaro e Toffoli

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O ministro, ao ser questionado sobre a suposta amizade com Vorcaro, negou e argumentou que não havia motivos para pedir sua suspeição. Tanto Toffoli quanto Vorcaro foram procurados pelo UOL, porém não responderam às solicitações de comentário. Após a entrega do relatório, em reunião entre ministros do STF, Luiz Fux mencionou que Toffoli e Vorcaro teriam tido rápidos encontros de cerca de seis minutos. O relatório detalha mais de dez vezes em que o ministro e o banqueiro se encontraram em eventos na capital federal, conforme mensagens apontadas na investigação. Estes encontros foram, em sua maioria, durante jantares e festas em Brasília, conforme indicam outras provas reunidas no documento. A divulgação do relatório e do conteúdo da reunião que deliberou pela saída de Toffoli do caso provocou um conflito entre os ministros do Supremo, que suspeitam de gravações. Os inquéritos da Operação Master foram redistribuídos por sorteio, cabendo ao ministro André Mendonça. Além disso, o relatório da PF menciona transferências de R$35 milhões do fundo Arleen, do qual Vorcaro é ligado, para uma empresa em que Toffoli possui sociedade com seus familiares, a Maridt. A PF destacou os repasses ocorridos após a venda da fatia do resort pela Maridt ao fundo Arleen, controlado por Zettel. Os pagamentos do Arleen à Maridt, citados em mensagens trocadas entre Zettel e Vorcaro, foram programados para entre 2024 e 2025. Em comunicado divulgado, Toffoli negou qualquer relação de amizade com Vorcaro ou seu cunhado Fabiano Zettel, afirmando desconhecer o gestor do Fundo Arleen e nunca ter recebido valores do banqueiro.

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