Ideval Anselmo, compositor falecido aos 85 anos, foi um ícone que dedicou sua vida ao samba (de enredo) de São Paulo
Ideval Anselmo (1940 – 2026) deixou para trás sambas de enredo memoráveis ao falecer aos 85 anos em São Paulo (SP) — Foto: Divulgação
A morte do compositor Ideval Anselmo (18 de setembro de 1940 – 18 de fevereiro de 2026), aos 85 anos, devido a um aneurisma na aorta abdominal, marcou a cena musical paulistana. Ocorrida na quarta-feira de cinzas, a passagem de Ideval Anselmo atravessou o samba da cidade de São Paulo ao término do Carnaval.
Nascido em Catanduva (SP), porém criado em Votuporanga (SP) até a adolescência, Ideval mudou-se para a capital aos 18 anos e logo se destacou como um renomado compositor de samba de enredo do Carnaval paulistano. Fabiana Cozza, em uma homenagem nas redes sociais, o descreve como “o maior compositor de samba-enredo de SP”.
O samba-enredo “Narainã – Alvorada dos pássaros”, composto por Ideval em parceria com Zelão e Jordão para a escola Camisa Verde e Branco desfilar no Carnaval de 1977 e regravado por Cozza em 2011, é uma prova do talento do artista na criação de sambas de enredo, integrando qualquer compilação paulistana do gênero.
A ascensão de Ideval teve início em 1969 na escola Camisa Verde e Branco, onde emplacou o samba de enredo “Literatura de cordel” no Carnaval de 1972. Pela mesma escola, Ideval Anselmo alcançou o ápice como compositor nos anos 1970, década em que se consagrou campeão do Carnaval de São Paulo em 1974, 1976, 1977 e 1979.
Além de seu trabalho na Camisa Verde e Branco, Ideval Anselmo também colaborou com agremiações como Rosas de Ouro e Unidos do Peruche, deixando sua marca em diversas escolas de samba da região. Em cada escola que passou, o compositor foi um ícone que vestiu a camisa do samba (de enredo) de São Paulo, deixando um legado imortal.




