Adolescentes resgatados por canoa havaiana em Santos (SP)

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Adolescentes à deriva no mar são resgatados por canoa havaiana no litoral de SP

Jovens foram levados até a costa pelos canoístas em Santos (SP). O salvamento ocorreu no início da noite de terça-feira (17), próximo ao canal do porto.

Adolescentes são salvos no mar por grupo de canoa havaiana no litoral de SP

Dois adolescentes foram resgatados por um grupo que realizava um passeio de canoa havaiana no mar de Santos, no litoral de São Paulo. Os jovens, que estavam à deriva, foram levados até a costa após duas embarcações negarem apoio.

O salvamento ocorreu no início da noite de terça-feira (19), próximo ao Canal do Porto. O instrutor e proprietário da Kaikamahine, Augusto Ruttul Godinho, de 45 anos, disse que a equipe voltava do passeio que tinha como destino a Praia do Sangava.

“Quando estávamos retornando, eu avistei duas cabecinhas, duas pessoas. Ainda fiquei na dúvida porque já estava escurecendo. E eram dois meninos que estavam passando por apuros. A correnteza estava bem forte neste dia”, disse Augusto.

Ele contou que um dos jovens apresentava quadro avançado de exaustão, e ambos foram embarcados na canoa. A educadora física Fabiane Deconti, de 39 anos, que participava do passeio, acrescentou que os adolescentes aparentavam ter cerca de 15 anos.

Fabiane disse que essa foi sua primeira experiência em um passeio de canoa havaiana. Moradora de Praia Grande (SP), afirmou que a experiência ficará marcada por ter ajudado a salvar duas pessoas. “Eles estavam muito cansados”, contou.

Segundo Augusto e Fabiane, os jovens relataram que pediram ajuda a banhistas em duas lanchas próximas. Na primeira, solicitaram água, mas o pedido foi negado. Na segunda, pediram apenas para se apoiar na embarcação e descansar, mas também foram recusados.

Ao serem abordados pela canoa, os adolescentes se surpreenderam com a ajuda. Augusto destacou que, além de comandar passeios de canoa havaiana, é instrutor de surf e já atuou como guarda-vidas temporário. “Fiquei muito feliz de ter feito isso, mas, na minha cabeça, eu não fiz mais do que a minha obrigação”, conta.

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