Pesquisadora paranaense é finalista do ‘Oscar da conservação’ por proteção da fauna marinha em parceria com comunidades tradicionais

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Pesquisadora paranaense é finalista do ‘Oscar da conservação’ por projeto que protege fauna marinha em parceria com comunidades tradicionais

Camila Domit é uma das indicadas ao Whitley Awards 2026, um dos maiores prêmios internacionais de conservação. Ela trabalha desde 2002 com a proteção de golfinhos ameaçados de extinção no litoral paranaense.

Pesquisadora paranaense é finalista no ‘Oscar da conservação’

Camila é a única representante do Brasil na edição deste ano. “Esse prêmio é algo muito importante para a gente, porque nos traz uma visibilidade internacional e a possibilidade de ter recursos para o projeto”, aponta a bióloga.

A bióloga marinha e pesquisadora paranaense Camila Domit, da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e da Associação MarBrasil, foi selecionada como uma das finalistas do Whitley Awards 2026, prêmio mundialmente conhecido como “Oscar da conservação”.

Domit e sua equipe foram reconhecidas pelo trabalho de proteção ao boto-cinza e à toninha — duas espécies de golfinho ameaçadas de extinção — em parceria com comunidades tradicionais do litoral paranaense.

Camila é bióloga formada pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), além de mestre e doutoranda em Zoologia pela UFPR. Ela coordena o Centro de Estudos do Mar (UFPR) e o Laboratório de Ecologia e Conservação de Mamíferos e Répteis Marinhos (LEC).

Domit é a bióloga coordenadora do Laboratório de Ecologia e Conservação (LEC) e do Centro de Estudos do Mar da UFPR. Sua atuação na proteção da fauna marinha vem ganhando destaque, incluindo resgates de animais em situações de risco, como pinguins-de-Magalhães encalhados.

Os golfinhos são encontrados na região da Ilha das Peças e da Ilha do Mel, no litoral do Paraná. “Essas espécies vêm sendo procuradas para o desenvolvimento do turismo de observação da natureza”, diz Domit.

De acordo com a pesquisadora, o trabalho de conservação só é possível em parceria com as comunidades tradicionais que vivem no litoral. “Se esse turismo não for feito com muito envolvimento das comunidades do entorno, a gente tem uma perda tanto em termos de conservação das espécies como também uma perda social”, explica.

O Whitley Awards é realizado pelo Whitley Fund for Nature (WFN), instituição fundada em 1993 e dedicada à conservação da natureza. O prêmio destina recursos significativos para apoiar projetos de conservação em todo o mundo, reconhecendo líderes que se destacam nessa área.

Anualmente, o Whitley Awards contempla até seis líderes com financiamento e qualificação. Cada um recebe mais de R$ 350 mil para a manutenção e continuidade dos projetos de conservação. A premiação é um reconhecimento do trabalho árduo e dedicado de profissionais comprometidos com a proteção da vida selvagem.

No ano passado, uma das vencedoras foi a brasileira Yara Barros, do Projeto Onças do Iguaçu, e em 2024, a pesquisadora Fernanda Abra, que trabalha com a proteção da fauna em rodovias. A presença de Camila Domit como finalista deste ano reforça a importância do Brasil na busca por soluções sustentáveis e eficazes para a conservação da vida marinha.

A atuação de profissionais como Camila e outros finalistas do Whitley Awards 2026 demonstra a relevância do trabalho colaborativo entre cientistas, comunidades locais e organizações de conservação. O esforço conjunto é essencial para garantir a sobrevivência de espécies ameaçadas e a preservação dos ecossistemas marinhos em todo o mundo. E, mais do que apenas um prêmio, o reconhecimento no “Oscar da conservação” representa um incentivo adicional para continuar protegendo a vida selvagem e promovendo um futuro mais sustentável para o planeta.

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