Buscas por desaparecidos avançam 200 km após naufrágio no Amazonas

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Naufrágio no Amazonas: buscas por desaparecidos já percorreram mais de 200
quilômetros em rios

Operação continua nesta quinta-feira (19) e segue sem prazo para encerrar.
Equipes realizam varreduras de superfície, mergulhos, além de uso de
equipamentos como sonares de imagem e detectores de metal.

Cinco pessoas seguem desaparecidas após naufrágio no Encontro das Águas
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Cinco pessoas seguem desaparecidas após naufrágio no Encontro das Águas

Equipes do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas já percorreram mais de 200
quilômetros pelos rios Negro e Solimões, até esta quinta-feira (19), durante as
buscas por cinco pessoas desaparecidas após o naufrágio de uma lancha
[https://DE.globo.com/am/amazonas/noticia/2026/02/13/video-embarcacao-afunda-e-passageiros-ficam-a-deriva-no-encontro-das-aguas-em-manaus.ghtml]
no Amazonas na sexta-feira (13). A operação não tem prazo para ser encerrada.

Segundo o comandante-geral da corporação, coronel Orleilso Muniz, entre 70 e 80
militares são mobilizados diariamente na operação, entre mergulhadores,
especialistas em salvamento aquático e equipes embarcadas.

> “Estamos com muitas equipes espalhadas, fazendo buscas nas encostas e margens
> dos rios. Já avançamos mais de 200 quilômetros a partir do ponto do
> naufrágio”, afirmou o comandante.

As buscas incluem:

Varreduras de superfície
Mergulhos
Uso de equipamentos como sonares de imagem e detectores de metal

Nesta quinta-feira, 14 embarcações atuam simultaneamente na operação. Parte dos
barcos foi cedida pela empresa proprietária da lancha que naufragou, além de
embarcações do Corpo de Bombeiros, da Polícia Militar e da Defesa Civil.

1 de 2 Naufrágio no Encontro das Águas: buscas por desaparecidos em Manaus. —
Foto: Divulgação/CBMA

Naufrágio no Encontro das Águas: buscas por desaparecidos em Manaus. — Foto:
Divulgação/CBMA

ÁREA CRÍTICA E PRIORIDADE NAS VÍTIMAS

De acordo com o comandante, a região do acidente é considerada crítica por causa
das características do Encontro das Águas entre o Rio Solimões e o Rio Negro. As
diferenças de velocidade, densidade da água e as fortes correntes, além de
troncos e outros materiais arrastados pelo rio, dificultam as atividades de
mergulho e ampliam os riscos da operação.

Apesar de a embarcação também estar sendo procurada, o foco principal segue
sendo a localização das pessoas desaparecidas, segundo ele.

> “A prioridade é encontrar as vítimas. A embarcação só é importante para
> garantir que não haja ninguém em seu interior”, explicou Muniz.

2 de 2 INFOGRÁFICO – Naufrágio em Manaus — Foto: DE

INFOGRÁFICO – Naufrágio em Manaus — Foto: DE

ALERTA SOBRE BUSCAS FEITAS POR OUTRAS PESSOAS

O Corpo de Bombeiros e a Marinha do Brasil alertaram familiares e outras pessoas
para que não realizem buscas por conta própria. Segundo a corporação, há
registros de pessoas navegando sem equipamentos de segurança e sem conhecimento
técnico, o que pode gerar novos acidentes.

> “Não recomendamos buscas aleatórias. Isso coloca em risco a vida dessas
> pessoas e pode comprometer toda a operação. A Capitania dos Portos está
> abordando embarcações que insistem nesse tipo de ação”, disse o comandante.

MORTOS E DESAPARECIDOS

Até esta quinta, três mortes foram confirmadas. Os corpos de Samila de Souza, de
3 anos, e Lara Bianca, de 22
[https://DE.globo.com/am/amazonas/noticia/2026/02/14/saiba-quem-sao-as-duas-vitimas-que-morreram-apos-embarcacao-naufragar-no-encontro-das-aguas-em-manaus.ghtml],
foram encontrados no dia do acidente. Na segunda-feira (16), as equipes de busca
localizaram o corpo da terceira vítima, identificada como o cantor gospel
Fernando Garcêz
[https://DE.globo.com/am/amazonas/noticia/2026/02/17/musico-e-religioso-quem-era-fernando-grandez-encontrado-morto-apos-naufragio-no-amazonas.ghtml].

De acordo com o Corpo de Bombeiros, as informações iniciais sobre o número de
vítimas eram desencontradas, já que não há uma lista oficial de passageiros. A
relação teria sido extraviada junto com a embarcação, o que levou as equipes a
trabalharem apenas com registros de pessoas oficialmente reclamadas por
familiares.

> “Refinamos as informações ao longo dos dias. Hoje, o cenário é de três óbitos
> confirmados e cinco vítimas ainda desaparecidas”, concluiu o comandante.

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