Caso Daiane: Síndico matou corretora após perder ação na justiça

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A derrota de uma ação na Justiça teria sido o motivo determinante para o assassinato da corretora Daiane Alves, de 43 anos, em Caldas Novas. A informação foi revelada pela Polícia Civil, que concluiu as investigações nesta quinta-feira, 19. Segundo a corporação, Cléber Rosa de Oliveira teria se irritado por não conseguir impedir que a mulher continuasse morando e frequentando o condomínio.

A investigação apontou que as desavenças entre a corretora e o síndico começaram em 2024. De acordo com o delegado André Barbosa, chefe do Grupo de Investigações de Homicídios (GIH) de Caldas Novas, naquele ano, Daiane resolveu se mudar para a cidade para cuidar de seis apartamentos da família, que até então era administrados por Cléber Rosa. Já em março de 2025, a relação entre o síndico e a corretora acirrou depois que processos foram abertos contra o síndico na Justiça.

“Em outubro o Cléber Rosa realizou uma assembleia para proibir que a Daiane continuasse morando, e que entrasse no condomínio, mas em dezembro a justiça deu ganho de causa a ela. Dias depois, a corretora acabou sendo vítima de uma emboscada”, descreveu o delegado.

Legítima defesa

Cléber Rosa está preso a mais de 40 dias. No dia da prisão, ele confessou o assassinato, mas alegou legítima defesa. No entanto, a tese foi descartada depois que vídeos gravados no celular da vítima mostraram o momento em que ela foi atacada pelas costas, de surpresa, usando também luvas e capuz.

A perícia indica que Daiane foi removida com vida do pedido na caminhonete do síndico, que a atingiu com dois tiros em um local de mata.

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