Belém instala jardins de chuva para prevenir alagamentos: veja locais

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Belém começa a receber jardins de chuva para reduzir alagamentos; veja locais

Iniciativa da prefeitura aposta no conceito de “cidade-esponja” para absorver água da chuva e diminuir impactos das enchentes em pontos críticos da capital.

DE Prefeitura de Belém [https://g1.globo.com/pa/para/cidade/belem/] iniciou a implantação de jardins de chuva em diferentes áreas da cidade como alternativa para reduzir alagamentos. A ação é coordenada pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma) e faz parte de um conjunto de medidas conhecidas como soluções baseadas na natureza.

Os jardins seguem o conceito de “cidade-esponja”, que propõe transformar espaços urbanos em áreas capazes de absorver e reter a água da chuva, em vez de deixá-la escoar rapidamente pelas ruas.

As fortes chuvas atingem a capital principalmente durante o período de inverno amazônico, que vai de dezembro a abril, e provoca alagamentos em diversas áreas da cidade, gerando transtornos no trânsito e deixando moradores em situação de risco.

COMO FUNCIONAM

Os jardins de chuva são instalados em locais antes impermeáveis, como trechos de calçadas e vias. A água da chuva é direcionada para esses espaços, onde infiltra lentamente no solo. Com isso, diminui o volume que corre pelas ruas, principal causa de pontos de alagamento, e parte das impurezas é filtrada antes de a água chegar aos canais urbanos. Onde estão sendo implementados: Rua dos Mundurucus com a travessa Quintino Bocaiúva, Avenida Marechal Hermes, ao lado do Porto Futuro, Travessa Rui Barbosa com a avenida Gentil Bittencourt,ao lado do Centur, Travessa Quintino Bocaiúva com a avenida Conselheiro Furtado.

Segundo Bárbara Paiva, doutoranda em resiliência climática e assessora técnica da Semma, “essas soluções transformam a cidade em uma espécie de ‘esponja’. A água deixa de ser apenas um problema e passa a ser gerida de forma que protege o solo, reduz enchentes e ainda melhora a qualidade de vida e o conforto térmico da população”. Além dos jardins de chuva, o projeto inclui: Canteiros pluviais e biovaletas, que ajudam a direcionar e filtrar a água, Bacias de retenção, que armazenam temporariamente grandes volumes durante chuvas intensas, Bacias e poços de infiltração, que devolvem a água ao solo e ajudam a manter a umidade da terra. As intervenções utilizam camadas de solo drenante, proteção com pedras nos pontos de entrada e saída da água e cobertura vegetal. Quando necessário, são conectadas à rede de drenagem já existente.

A proposta também envolve moradores na conservação dos espaços e pode ser expandida para outros bairros. O QUE É “CIDADE-ESPONJA”? O conceito foi desenvolvido pelo arquiteto chinês Kongjian Yu e já é aplicado em diversas cidades pelo mundo. A ideia combina áreas verdes, pisos permeáveis e espaços públicos capazes de armazenar água temporariamente durante temporais, reduzindo os impactos das chuvas intensas. Em Belém, a expectativa é que as estruturas ajudem a cidade a se adaptar melhor às mudanças climáticas, sem substituir as obras tradicionais de macrodrenagem e saneamento.

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