Filho de síndico acusado de matar corretora é solto após provas de inocência

filho-de-sindico-acusado-de-matar-corretora-e-solto-apos-provas-de-inocencia

Filho de síndico que matou a corretora Daiane Alves em Caldas Novas é solto

A polícia concluiu que Maicon Douglas de Oliveira não teve nenhuma participação no
crime nem tentou atrapalhar as investigações. A defesa afirmou que o acervo probatório
comprovou sua inocência.

O filho do síndico que matou a corretora Daiane Alves, de 43 anos, foi solto pela Justiça. Maicon Douglas de Oliveira estava preso
temporariamente desde o dia 28 de janeiro, enquanto a polícia investigava se ele
havia participado de alguma forma do homicídio ou tentado atrapalhar as
investigações. Desde que foi preso, Cleber Rosa de Oliveira, de 49 anos, sempre
negou a participação do filho.

Segundo a defesa de Maicon, ele foi solto na tarde de quinta-feira (19). Em
nota, os advogados afirmaram que apresentaram à polícia “um acervo probatório
irrefutável” que atestou que ele não participou de forma alguma do crime. A
defesa disse, ainda, que “a ciência e a técnica, de forma incontestável,
demonstraram a sua absoluta inocência”.

Já a defesa de Cleber disse, em nota divulgada nesta sexta-feira (20), que
comentará sobre o caso apenas pela via judicial.

O delegado André Luiz Barbosa, responsável pelas investigações, disse que, no
dia 17 de dezembro, quando Daiane foi morta por Cleber no prédio onde morava, em
Caldas Novas, no sul de Goiás, Maicon Douglas estava na cidade de Catalão, onde morava.

A prisão do filho foi feita depois que a polícia descobriu que ele havia
comprado um celular novo para o pai no dia 17 de janeiro, três horas depois de ter sido realizada a perícia no carro de Cleber. O carro foi usado pelo síndico para transportar Daiane até uma região de mata, às margens da GO-213, onde ela foi morta com dois tiros na cabeça.

Posteriormente, com o avanço das investigações, a polícia comprovou que a troca
do aparelho não tinha o objetivo de obstruir as investigações. Segundo o delegado, Maicon Douglas admitiu
que o pai lhe contou, no dia 15 de janeiro, sobre o assassinato, mas a
substituição foi feita para que a polícia não apreendesse o aparelho pelo qual
Cleber acessava os aplicativos dos bancos nos quais o condomínio tinha contas.

As investigações mostraram que Cleber usou dinheiro do condomínio para pagar
despesas com advogado. O atual presidente da associação do condomínio registrou um
boletim de ocorrência no dia 18 de janeiro, sobre um PIX que Cleber teria feito
da associação para o filho, Maykon, no exato valor do contrato de honorários.

A defesa técnica de Maicon Douglas Souza de Oliveira manifestou-se publicamente sobre a conclusão das investigações, reforçando a inocência do seu cliente.
Enquanto isso, o escritório Nestor Távora e Laudelina Inácio Advocacia Associada, representando Cleber Rosa de Oliveira, informou que ele permanecerá à disposição da Justiça e colaborará com o desenrolar do processo. A defesa comentará exclusivamente pela via judicial, respeitando o segredo de justiça.

Para mais notícias da região, acompanhe o DE Goiás.

Box de Notícias Centralizado

🔔 Receba as notícias do Diário do Estado no Telegram e no WhatsApp