Secretário de Assistência Social de cidade do RS é investigado por suspeita de invadir casa da ex-companheira
Em contato com a reportagem do DE, Glaiton Ávila da Silva tratou o caso como “um fato isolado”. Mulher registrou boletim de ocorrência e solicitou medida protetiva de urgência.
Glaiton Avila da Silva, secretário de Cidadania e Assistência Social de Piratini — Foto: Arquivo Pessoal
O secretário de Cidadania e Assistência Social de Piratini, na Região Sul do RS, Glaiton Ávila da Silva, é investigado pela Polícia Civil por suspeita de invadir a casa de uma ex-namorada. O caso teria acontecido na quinta-feira (12) da semana passada, e a mulher registrou boletim de ocorrência em uma delegacia da cidade.
Conforme o relato da mulher, Glaiton não teria aceitado o término do relacionamento com a mulher de 31 anos, teria pulado um muro, quebrado uma janela e arrombado a porta do quarto com chutes e socos.
No local, a Brigada Militar (BM) flagrou o homem saindo da casa levando consigo uma televisão da vítima. De acordo com o boletim de ocorrência, “efetuada a abordagem, o sujeito desceu do veículo e perguntou em tom ameaçador ‘tu sabe com quem está falando?'”.
De acordo com a mulher, ela e o homem se separaram há pouco mais de um mês, quando as perseguições teriam se tornado mais frequentes, com frases do tipo “se não for minha, não será de mais ninguém”. As informações estão contidas no boletim de ocorrência registrado por ela.
No dia seguinte à invasão, ela solicitou medida protetiva de urgência. Segundo a mulher, o homem a controlava e não permitia que ela saísse de casa sozinha.
Procurada pelo DE, a Prefeitura de Piratini afirma que um “procedimento está sob análise da Procuradoria do Município, respeitando os princípios do contraditório e da ampla defesa, aguardando parecer.”
Em contato com a reportagem do DE, o homem garante ser “uma pessoa tranquila”. “Nunca tive qualquer tipo de passagem ou registro policial, sendo este um fato isolado”. “Estou à disposição para esclarecer os fatos com responsabilidade e serenidade. Esse tipo de conduta não faz parte da minha índole. Sigo tranquilo e à disposição, junto com minha defesa, para todos os esclarecimentos necessários.”




