Audiência sobre ciclista atropelada por charrete acontece no litoral de SP
Em fevereiro de 2025, a vítima, identificada como Thalita Danielle Hoshino, de 38 anos, foi tragicamente atropelada por uma charrete enquanto passeava de bicicleta na faixa de areia em Itanhaém. Infelizmente, dois dias após o acidente, ela não resistiu aos ferimentos e faleceu em decorrência de um traumatismo cranioencefálico.
A audiência de instrução para investigar o caso teve início no Fórum de Peruíbe, no litoral paulista. O réu Rudney Gomes Rodrigues, de 31 anos, é acusado de atropelar e causar a morte de Thalita. O processo foi iniciado na sexta-feira (20) e terá continuidade na próxima segunda-feira (23), com o julgamento programado para o dia 13 de abril de 2026.
Durante a audiência, o juiz ouve testemunhas de acusação e defesa, além do réu, e analisa as provas fornecidas pelo Ministério Público e pelos advogados envolvidos. O acidente ocorreu na Avenida Santa Cruz em Itanhaém, enquanto Thalita e sua amiga pedalavam pela praia, resultando na fatal colisão com a charrete.
Após o trágico incidente, o delegado Arilson Veras Brandão alterou a tipificação do crime de homicídio tentado para homicídio consumado. Rudney Gomes Rodrigues foi preso preventivamente em Praia Grande e permanece na Cadeia Pública de Peruíbe até o desfecho do julgamento.
A amiga de Thalita, Gabriela Ferreira Neves de Andrade, contestou a versão do condutor da charrete, afirmando que o veículo estava em alta velocidade no momento do atropelamento. Segundo ela, o motorista participava de uma corrida com outro condutor no momento da colisão.
Em defesa, o advogado de Rudney alegou que o acidente foi acidental e que o réu prestou socorro à vítima. A esposa de Rudney afirmou que o atropelamento não foi intencional e que ele apenas passeava com a égua recém-adquirida. A batalha judicial em torno desse trágico evento segue em andamento, buscando justiça e esclarecimentos para todos os envolvidos.




