Escolas de Samba do Acesso raramente se mantêm no Grupo Especial do Carnaval do Rio: Veja Estatísticas e Tendências de Rebaixamento

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No Sambódromo, em apenas 6 carnavais as escolas que subiram não foram rebaixadas no ano seguinte. Levantamento do DE tabulou os resultados de 42 desfiles do Grupo Especial desde 1984. Em metade deles, todas as agremiações que tinham acabado de ser promovidas ficaram nas últimas posições e tiveram de voltar à divisão de acesso.

Desde que o Sambódromo da Marquês de Sapucaí foi inaugurado, em 1984, em apenas 6 ocasiões as escolas de samba que vieram do acesso não caíram no ano seguinte. O DE tabulou os resultados de 42 desfiles do Rio de Janeiro e contou em quantos deles as agremiações promovidas permaneceram na elite por pelo menos 1 ano. Em metade deles, ou 21 carnavais, todas as que subiram acabaram caindo direto.

Em outros 9 anos, quando a rotatividade era maior, parte se segurou, e em 6 carnavais, ninguém foi rebaixado — nas conhecidas “viradas de mesa”. As divisões do carnaval carioca mudaram várias vezes de nome e de tamanho. Para esta reportagem, vamos considerar Grupo Especial para a elite e Série Ouro para o nível abaixo.

O fenômeno da “escola-ioiô” está mais frequente. Nos últimos 10 anos, por exemplo, apenas a Imperatriz Leopoldinense, em 2022, e a Unidos do Viradouro, em 2019, seguraram o acesso. A Vermelha e Branca de Niterói, aliás, conquistou 3 campeonatos desde então — e o último, o 4º da história, foi nesta quarta-feira (18), com a exaltação ao Mestre Ciça.

Tirando essas exceções, a Sapucaí viu o “subiu, caiu”: em 2023, foi o Império Serrano; 2024, a Unidos do Porto da Pedra; 2025, a Unidos de Padre Miguel; e este ano, a Acadêmicos de Niterói. Em 2027, será a União de Maricá?

A rotatividade, porém, já foi maior. Em 1984, por exemplo, 4 escolas ascenderam: Unidos do Cabuçu, Acadêmicos de Santa Cruz, Em Cima da Hora e São Clemente — só Cabuçu não foi rebaixada em 1985. O tempo passou, e por muitos anos a campeã e a vice da equivalente à Série Ouro ascendiam de divisão. Nessa época, algumas entre elas conseguiam se manter, o que neste levantamento aparece como “parcialmente”.

Com alguma frequência, o regulamento é alterado, e ninguém cai. Foi assim em 2017, em 2018 e quase em 2019 — a ponto de o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) entrar na briga. Em 2020, também foi um duplo rebaixamento (União da Ilha e Estácio de Sá), e a Imperatriz conquistou a Série Ouro. Desde então, a escola que sobe não dura 1 ano na elite.

O Grupo Especial tem hoje 12 escolas divididas em 3 noites, mas a elite chegou a ter 18 agremiações em 2 maratonas de horas, que terminavam com dia claro. Nos anos seguintes a viradas de mesa, o rebaixamento era mais severo, e desciam mais escolas do que as que subiam. A Série Ouro também passou pelo efeito-sanfona, indo de 9 a 19, e, para 2027 serão 14, ou 7 por noite.

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