Enrico Di Vaio: saiba quem era o verdadeiro dono do CRM usado por falso médico no litoral de SP

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Italiano e cirurgião: saiba quem era o dono do CRM usado por falso médico preso no litoral de SP

Enrico Di Vaio morreu aos 54 anos em Santos (SP). Ele nasceu na Itália, mas era naturalizado brasileiro e atuava como médico há mais de 20 anos na Baixada Santista.

Enrico Di Vaio, o verdadeiro dono do CRM usado pelo empresário Wellington Mazini para se passar por médico em Cananéia, no litoral de São Paulo, morreu aos 54 anos. Conforme apurado pelo DE, ele nasceu na Itália, mas era naturalizado brasileiro e atuava como médico há mais de 20 anos na Baixada Santista. Ele deixou a esposa e uma filha.

Mazini usou o CRM de Enrico, seu sócio em uma clínica em São Paulo, para realizar exames no hospital em Cananéia. Ele foi preso e denunciado pelo Ministério Público (MP) por utilizar o registro do profissional para se passar por médico. O Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp) apura o caso.

O verdadeiro médico morreu na quinta-feira (19) e foi sepultado na sexta (20) no Memorial Necrópole Ecumênica de Santos. Conforme apurado pelo DE, ele estava com problemas de saúde há alguns meses e chegou a ser internado, mas a causa da morte não foi divulgada.

Colega de profissão e amigo pessoal de Enrico, o cirurgião-geral Helio da Costa Marques garantiu ao DE que o médico foi vítima de Wellington Mazini e não tinha envolvimento com o esquema de fraudes do empresário. “Não existe qualquer possibilidade”, afirmou.

De acordo com Marques, Enrico era formado pelo Centro Universitário Fundação Lusíada, em Santos, e fez cursos no exterior. “Era um cirurgião-geral de mão cheia”, disse o colega, informando ainda que Enrico também trabalhou muito tempo com endoscopia. “Não só endoscopia investigativa, como também terapêutica”, explicou.

Para Marques, um destaque do trabalho do amigo foi a dedicação dele ao atendimento via Sistema Único de Saúde (SUS) há alguns anos, quando, junto com outros cirurgiões, atendeu centenas de pessoas que precisavam de cirurgias eletivas em São Vicente. “Ele realmente foi um grande médico e que a gente tem que render homenagens”, afirmou.

Marques contou que se aproximou de Enrico durante o trabalho há 20 anos, mas construiu um vínculo que ultrapassou a profissão. “Nós éramos extremamente amigos, tivemos uma amizade muito longa”, explicou.

O empresário Wellington Mazini afirmou à polícia que agiu a mando do médico e receberia R$ 1,5 mil pelo serviço. Apesar disso, o DE apurou que Enrico terá a punibilidade extinta no inquérito policial — ou seja, o estado perde o direito de puni-lo por um crime.

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