Por que o consórcio voltou a crescer como alternativa ao crédito tradicional em
2026
Sem juros e com recorde de 12 milhões de participantes, o consórcio se destaca
como estratégia de planejamento financeiro e economia frente às taxas elevadas
do crédito tradicional em 2026.
Com mais de 50 anos de tradição, o Consórcio Comauto impulsiona o
planejamento financeiro regional, oferecendo uma alternativa econômica e segura
para a aquisição de bens sem a incidência de juros. — Foto: Consórcio
Comauto/Divulgação
Em um cenário econômico ainda marcado por juros elevados e maior cautela na
concessão de crédito, o consórcio se consolidou em
2026 como uma das principais alternativas ao financiamento tradicional no
Brasil. A modalidade, que não cobra juros e incentiva o planejamento financeiro,
tem registrado crescimento expressivo tanto em adesões quanto em volume
financeiro movimentado.
O sistema de consórcios encerrou 2025 com números históricos: foram mais de 5,16
milhões de cotas vendidas, crescimento de cerca de 15 % em relação ao ano
anterior, e o volume de créditos comercializados ultrapassou os R$ 500 bilhões,
aumento de mais de 30 % sobre 2024. Também foi registrado um recorde de mais de
12 milhões de participantes ativos no país.
Para 2026, a Associação Brasileira de Administradoras de Consórcio (ABAC)
projeta um crescimento médio de cerca de 11 % para o sistema como um todo, com
destaque especial para segmentos como o imobiliário, que pode avançar mais de 25
% ao longo do ano.
Esse desempenho reflete a busca por alternativas ao crédito tradicional, que
pode ser mais caro devido aos juros altos, além de uma maior disciplina
financeira por parte de consumidores e empresas.
Enquanto o financiamento permite a aquisição imediata de um bem com incidência
de juros ao longo do contrato, o consórcio funciona como uma compra planejada.
Em vez de juros, o consorciado paga uma taxa de administração, e sua
contemplação ocorre por sorteio ou oferta de lance.
Essa estrutura faz com que muitos consumidores, atualmente, considerem o
consórcio não apenas como alternativa, mas como estratégia financeira para
reduzir o custo total da aquisição.
O perfil de quem procura consórcio em 2026 mudou bastante. Hoje, a modalidade
não é procurada apenas por quem não tem acesso ao crédito tradicional:
Famílias que querem trocar de imóvel sem comprometer renda com juros
elevados;
Empresários que preferem preservar capital de giro;
Profissionais liberais que buscam disciplina financeira;
Investidores que utilizam o consórcio para formar patrimônio ao longo do
tempo.
Além disso, estudos apontam que perfis mais jovens têm aderido ao consórcio como
uma forma de planejar objetivos de longo prazo, refletindo um movimento de maior
educação financeira entre as novas gerações.
No interior paulista, o Consórcio Comauto acompanhou essa tendência de crescimento e mudança
no comportamento do consumidor. Com mais de 50 anos de atuação, a administradora
regional registra aumento na procura por planos imobiliários e automotivos,
impulsionado pela busca por soluções financeiras estruturadas e conscientes.
Segundo a direção da empresa, muitos clientes hoje veem o consórcio como uma
forma de organizar o orçamento e conquistar objetivos sem se comprometer com
juros altos — uma mudança de mentalidade que tem impulsionado o setor em toda a
região.




