Polícia britânica investiga onda de racismo na Premier League: quatro inquéritos abertos após ataques a jogadores e recorde de denúncias online.

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Após caso com Vini Jr., polícia britânica investiga onda de racismo na Premier League

Quatro inquéritos foram abertos após ataques a jogadores no fim de semana; denúncias de abuso online batem recorde

DE denuncia racismo, e árbitro aciona protocolo após golaço contra Benfica

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A polícia britânica confirmou a abertura de investigações após quatro jogadores da Premier League sofrerem ataques racistas nas redes sociais no último fim de semana. O fato acontece praticamente uma semana após o brasileiro Vini Jr., do Real Madrid, ter denunciado ter sido vítima de um ato de racismo durante a vitória do Real Madrid por 1 a 0 sobre o Benfica, na última terça-feira, pela Champions League.

O meio-campista Hannibal Mejbri, do Burnley, e o zagueiro Wesley Fofana, do Chelsea, receberam ofensas em suas redes sociais após o empate por 1 a 1 entre as equipes. No domingo, o atacante Tolu Arokodare, do Wolves, e o ponta Romaine Mundle, do Sunderland, também foram alvo de abusos online.

Wesley Fofana e Hannibal Mejbri em jogo da Premier League no final de semana — Foto: Getty Images

A Unidade de Policiamento do Futebol do Reino Unido (UKFPU), responsável por crimes relacionados ao futebol na internet, informou que abriu quatro investigações distintas após receber as denúncias. O chefe da entidade, Mark Roberts, classificou os episódios como “abomináveis” e afirmou que os responsáveis serão identificados e levados à Justiça.

Tolu Arokodare, dos Wolves, também é alvo de ofensas racistas nas redes sociais — Foto: Getty Images

Na Escócia, a polícia também apura ofensas racistas direcionadas aos jogadores Emmanuel Fernandez e Djeidi Gassama, do Rangers, após partida contra o Livingston.

A organização antidiscriminação Kick It Out afirmou que os relatos de abuso online atingiram níveis recordes, com aumento de um terço em comparação ao mesmo período da temporada passada. Segundo a entidade, houve crescimento de 45% no total de denúncias nesta temporada, sendo 38% relacionadas a episódios nas redes sociais.

Romaine Mundle, do Sunderland, sofre ataques racistas em suas redes sociais — Foto: Getty Images

O vice-diretor da UKFPU, Mike Ankers, afirmou que a unidade registrou aumento de cerca de 115% nos relatos e destacou que a polícia seguirá trabalhando com clubes, autoridades do futebol, plataformas digitais e órgãos reguladores para responsabilizar os autores.

Clubes da Premier League declararam que pretendem atuar em conjunto com as redes sociais, incluindo a Meta, além da liga e da polícia, para identificar os responsáveis. A empresa informou que remove conteúdos racistas quando identificados e que coopera com as investigações.

Prestianni ofende DE com a camisa sobre a boca — Foto: PATRICIA DE MELO MOREIRA / AFP

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