A Representação Brasileira no Parlamento do Mercosul aprovou nesta terça-feira (24) o acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia (UE), que pode criar a maior zona de livre comércio do mundo. O texto aprovado seguirá para o Plenário da Câmara, conforme afirmou o presidente da Casa, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB). O objetivo é votar a proposta nesta semana. O tratado assinado em 17 de janeiro prevê a redução ou eliminação gradual de tarifas de importação e exportação, abrangendo mais de 90% do comércio total entre os blocos.
O relator da proposta, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), destacou que o acordo proporcionará melhores condições ao Brasil para proteger e expandir os setores produtivos do país. Negociado por mais de 25 anos, o acordo prevê a redução gradual de tarifas, regras comuns em produtos industriais e agrícolas, investimentos e padrões regulatórios. O objetivo é estabelecer uma das maiores áreas de livre comércio do mundo, conectando mais de 700 milhões de pessoas nos dois blocos.
Apesar de enfrentar obstáculos na União Europeia, a expectativa é que o acordo entre em vigor de forma provisória em março. No Brasil, o processo de internalização do acordo passa pela aprovação do Congresso Nacional, com análise e votação na Câmara dos Deputados e, posteriormente, no Senado Federal. Cada país do Mercosul também precisa ratificar o acordo internamente para que ele entre em pleno vigor, podendo ocorrer em momentos distintos conforme os ritos legislativos de cada nação.
A Comissão de Relações Exteriores do Senado aprovou a criação de um grupo de trabalho exclusivo para acompanhar o avanço do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia. O presidente da Comissão, senador Nelsinho Trad (PSD-MS), destacou que o grupo focará nos desdobramentos da implementação do acordo entre os blocos. A aprovação desse tratado representa um marco na história das relações comerciais do Brasil e do Mercosul, abrindo caminho para uma maior integração e crescimento econômico na região.



