Defesas de acusados de mandar matar Marielle e Anderson alegam falta de provas e pedem absolvição
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal começou a julgar o caso nesta terça. A Procuradoria-Geral da República pediu condenação dos réus por homicídio qualificado.
PGR pede condenação de acusados de mandar matar Marielle e Anderson Gomes
Os advogados de defesa dos acusados de mandar matar a vereadora Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes alegaram nesta terça-feira que a Procuradoria Geral da República (PGR) não conseguiu apresentar provas que sustentem a acusação contra os envolvidos e pediram a absolvição dos réus.
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) começou a julgar o caso nesta terça. A PGR pediu a condenação dos cinco acusados:
– Domingos Inácio Brazão, conselheiro do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro, por duplo homicídio qualificado e tentativa de homicídio da assessora Fernanda Chaves;
– João Francisco Inácio Brazão, deputado federal cassado, por duplo homicídio qualificado e pela tentativa de homicídio da assessora Fernanda Chaves;
– Rivaldo Barbosa de Araújo Júnior, delegado e ex-chefe da Polícia Civil do RJ, por duplo homicídio qualificado e tentativa de homicídio da assessora Fernanda Chaves;
– Ronald Paulo Alves Pereira, major da Polícia Militar, por duplo homicídio qualificado e tentativa de homicídio da assessora Fernanda Chaves;
– Robson Calixto Fonseca, policial militar e ex-assessor de Domingos Brazão, por organização criminosa.
Para a defesa de Rivaldo Barbosa, a acusação não encontrou elementos que justificassem a denúncia do ex-delegado pelo assassinato de Marielle.
Marcelo Souza, também defensor de Rivaldo, afirmou que não há demonstrações do pagamento ao então delegado e rebateu a acusação de que ele foi nomeado para o cargo com a influência dos irmãos Brazão.
O advogado Cleber Lopes, da defesa do deputado cassado Chiquinho Brazão, disse que não conseguiu entender a “lógica da acusação” e afirmou que a delação de Ronnie Lessa “esbarra nos fatos”.
– Esta reportagem será atualizada conforme com as declarações dos advogados no julgamento.




