O governo do Reino Unido se manifestou favorável à divulgação de documentos relacionados à nomeação do ex-príncipe Andrew como representante especial para o Comércio Internacional em 2001. Essa decisão ocorreu depois da pressão do Parlamento e das prisões relacionadas ao caso Epstein. Após o Departamento de Justiça dos Estados Unidos divulgar arquivos do financista, Andrew Mountbatten-Windsor tornou-se suspeito de má conduta durante o período em que ocupou o cargo público. Até agora, não há nenhuma acusação formal apresentada contra ele.
Durante a sessão no Parlamento, o ministro do Comércio, Chris Bryant, defendeu a moção apresentada pelo Partido Liberal Democrata para que o governo trabalhista torne públicos os documentos sobre a nomeação do ex-príncipe. Bryant descreveu Andrew como “um homem em uma constante busca por autoengrandecimento e enriquecimento pessoal”. Além disso, a manifestação do governo aconteceu horas após a polícia liberar sob fiança o ex-embaixador britânico nos Estados Unidos, Peter Mandelson, suspeito de negligência no cumprimento do dever durante seu mandato como chefe do Departamento da Indústria no governo trabalhista.
As revelações sobre Andrew e Mandelson aumentaram a pressão sobre o primeiro-ministro Keir Starmer. Mandelson foi retirado do cargo de embaixador em setembro de 2025 após novas informações que o ligavam a Epstein. Starmer pediu desculpas às vítimas e reforçou que seu governo permanece “forte e unido”. Os documentos que já foram divulgados indicam possíveis repasses de informações confidenciais de Andrew para Epstein durante o período em que atuou como representante especial do Reino Unido para o Comércio Internacional.
O líder do Partido Liberal Democrata, Ed Davey, enfatizou no Parlamento que a relação de Andrew e Mandelson com Epstein mancha a reputação do Reino Unido. Para ele, é necessário iniciar uma limpeza através da transparência. Chris Bryant ressaltou a importância da divulgação dos documentos como uma forma de respeito às vítimas dos abusos cometidos por Epstein e outros. O governo sinalizou uma postura favorável em avançar com a publicação dos arquivos, mas ressaltou a necessidade de consultar a polícia para evitar prejuízos às investigações em curso.




