Integrantes do MBL entraram em confronto com estudantes dentro da Unicamp, dando início a uma briga que envolveu troca de socos e chutes na manhã desta segunda-feira. Tudo começou quando alunos tentaram impedir que o grupo pintasse com tinta branca artes estampadas em um muro da biblioteca do campus.
De acordo com Ronaldo Almeida, diretor do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH), a confusão surgiu quando estudantes tentaram conter os integrantes do MBL que se preparavam para pintar o mural. O diretor classificou o episódio como uma “invasão” e um “ato de intimidação” contra os alunos.
Em nota, o MBL afirmou que adentrou à universidade com o propósito de restaurar paredes pichadas, citando respaldo na Lei de Crimes Ambientais. No entanto, o movimento alegou ter sido alvo de agressões físicas, incluindo socos, chutes e empurrões, conforme detalhado em seu comunicado oficial.
O vídeo registrado por testemunhas presentes no local mostra a aglomeração em volta do mural da Biblioteca do IFCH, com os grupos envolvidos em uma disputa por uma lata de tinta branca, culminando em agressões físicas e confronto generalizado entre as partes. A situação se tornou violenta, conforme revelado pelas imagens divulgadas.
Ronaldo Almeida relatou que pelo menos três estudantes foram agredidos pelos integrantes do MBL durante o tumulto, com um deles necessitando de assistência médica após ter sido chutado e ferido no rosto. O diretor enfatizou que é recorrente o envolvimento de grupos com motivações políticas em ações semelhantes na Universidade.
A Unicamp emitiu uma nota pública repudiando a invasão, a intimidação e a agressão ocorridas no campus durante o primeiro dia de aula. A instituição classificou tais atos como uma afronta à democracia e destacou seu compromisso com um ambiente de diálogo, pluralidade e respeito às normas institucionais.
Por fim, diante da gravidade dos acontecimentos, a Unicamp afirmou estar tomando medidas administrativas e jurídicas para identificar os envolvidos e responsabilizá-los pelos atos antidemocráticos. O MBL, por sua vez, se manifestou justificando sua presença na universidade e denunciando as supostas agressões sofridas pelo grupo durante o incidente.




