Jorge Aragão: 77 anos de poesia e samba celebrados em novo tributo.

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Jorge Aragão, renomado compositor carioca, completa 77 anos no próximo domingo, 1º de março, em meio a um movimento ascendente de valorização da obra desse icônico artista, revelado há 50 anos com a gravação em 1976, pela cantora Elza Soares (1930 – 2022), do então inédito samba “Malandro” – composto por Aragão por volta de 1968 com João Batista Alcântara, conhecido no meio artístico como Jotabê.

No dia 27 de fevereiro, o cantor Renan Oliveira lançou o álbum ao vivo “Samba e prece – Renan Oliveira canta Jorge Aragão”, em um show que apresenta músicas do repertório do renomado compositor, como “Mutirão de amor” (Jorge Aragão, Zeca Pagodinho e Sombrinha, 1983) e “Moleque atrevido” (Jorge Aragão, Flávio Cardoso e Paulinho Resende, 1998), ambos incluídos no roteiro do show gravado em novembro na casa de samba Batuq, na Penha, Rio de Janeiro (RJ).

Renan Oliveira já é o terceiro artista a lançar um tributo fonográfico a Jorge Aragão em um ano. Em março do ano passado, a cantora Eliana Pittman apresentou o álbum “Nem lágrima nem dor” (2025) com produção arrojada de Rodrigo Campos. Já em fevereiro de 2026, o coletivo carioca Monobloco lançou o álbum “Mar de Aragão – Monobloco canta Jorge Aragão” (2026), com ênfase nos sucessos carnavalescos do compositor.

O álbum “Samba e prece – Renan Oliveira canta Jorge Aragão” destaca a pluralidade da obra de Aragão, conhecido como O poeta do samba, pelas melodias melancólicas e letras líricas que abordam temas como amor, desamor e orgulho negro. Nascido em 1º de março de 1949, Jorge Aragão se tornou uma referência no universo do samba, com uma carreira sólida e respeitada.

Antes de se firmar como sambista, Jorge Aragão foi corneteiro de quartel e se apaixonou pelo samba ao integrar o bloco Cacique de Ramos, onde Beth Carvalho ouviu e gravou sua música “Vou festejar” (1978). A trajetória de Aragão é marcada por sua versatilidade e poesia, sendo reverenciada por artistas como Eliana Pittman, Monobloco e Renan Oliveira.

A devoção ao cancioneiro de Jorge Aragão é evidente nos álbuns tributo desses artistas, que celebram a rica e marcante obra do compositor carioca. Através da música e da arte, Aragão continua sendo uma influência fundamental no cenário do samba e da cultura brasileira.

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