Psicólogo é julgado no Recife pelo assassinato de ex-namorada com tiro no rosto em apartamento
Mais de três anos após a morte de Renata Alves, de 35 anos, o réu João Raimundo é julgado por homicídio qualificado, violência sexual, lesão corporal em contexto de violência doméstica, cárcere privado e porte ilegal de armas de fogo.
Julgamento do feminicídio de Renata Alvez acontece três anos após o crime
Três anos e meio após a administradora Renata Alves Costa, de 35 anos, ser assassinada com um tiro no rosto, o ex-namorado dela, João Raimundo Vieira da Silva de Araújo, passa por júri popular (veja vídeo acima). O julgamento começou por volta das 10h desta quarta-feira (25), no Fórum Desembargador Rodolfo Aureliano, na Ilha de Joana Bezerra, no Centro do Recife.
O crime aconteceu em 6 de agosto de 2022, no apartamento onde a vítima morava, no bairro de Campo Grande, na Zona Norte da cidade. As últimas imagens dela mostram Renata no elevador com o então namorado, que foi preso três dias depois, no aeroporto de Natal. Ao tentar embarcar para São Paulo, ele teve duas armas ilegais apreendidas, incluindo a pistola usada no assassinato.
O réu é julgado pelos crimes de homicídio qualificado por motivo torpe, meio cruel, sem chance de defesa à vítima e feminicídio. Além disso, responde por violência sexual, lesão corporal em contexto de violência doméstica, cárcere privado e porte ilegal de armas de fogo.
João Raimundo foi indiciado, ainda, por tentativa de cárcere privado contra outras duas mulheres. Por esse crime, ele também é julgado na mesma sessão do júri. Como o processo segue em segredo de Justiça, o nome das duas vítimas não foram divulgados. Antes do início do júri, a defesa do réu não falou com a imprensa.
A promotora no julgamento, Ana Clézia Ferreira, comentou sobre o caso de Renata Alves. “Foram mais de oito meses de extrema violência, praticamente diárias. Uma mulher subjugada por um agressor extremamente violento, com uma personalidade extremamente agressiva e que silenciava essa mulher até o dia desse crime”, declarou.
Sobre as outras duas vítimas, a promotora não trouxe detalhes do crime, pois o processo segue em segredo de Justiça. “Esse acusado tinha uma prática de subjugar mulheres. Então, ele mantinha relacionamentos abusivos, concomitantes, com outras mulheres”, afirmou Ana Clézia.




