As taxas do Tesouro Direto operam em queda nesta quarta-feira (25), com destaque para a queda do juro real longo. A taxa do Tesouro IPCA+ 2050 chegou a 6,81%, o menor nível do ano e desde dezembro, antes do ‘Flavio Day’. O fortalecimento do real é impulsionado pelo fluxo estrangeiro na Bolsa e a queda do déficit em transações correntes para menos de 3% do PIB. Isso reduz a vulnerabilidade externa e a dependência de financiamento estrangeiro, melhorando o cenário macroeconômico. Sidney Lima, Analista da Ouro Preto Investimentos, destaca que a melhora nas contas externas traz maior equilíbrio para o Brasil, embora ocorra em meio a uma desaceleração da atividade econômica.
Na comparação com o início da semana, a curva real continua em queda. O IPCA+ 2040, 2045 e 2060 tiveram reduções significativas, assim como o IPCA+ 2032. Nos prefixados, o movimento foi de queda, com o Tesouro Prefixado 2029, 2032 e 2037 registrando recuos. O dólar fraco contribui para a compressão dos prêmios na curva de juros, renovando mínimas em quase dois anos. A pesquisa AtlasIntel aponta empate técnico entre Flávio e Lula em simulação de segundo turno.
No mercado externo, os futuros do S&P operam em leve alta, enquanto aguardam mais clareza sobre as tarifas de Trump e o balanço da Nvidia. A queda do dólar reflete a política econômica de Trump, tornando a moeda norte-americana menos atrativa como reserva de valor. Com a valorização do real e as projeções positivas para o IPCA, a curva de juros segue em alívio, reagindo também ao Boletim Focus.




