O dólar encerrou abaixo de R$ 5,15, pela primeira vez desde maio de 2024, em meio a um cenário global de desvalorização da moeda americana. O fortalecimento do senador Flávio Bolsonaro na corrida presidencial é apontado como um dos fatores que contribuíram para a queda da taxa de câmbio. Uma pesquisa Atlas/Bloomberg mostrou o candidato da oposição empatado tecnicamente com o presidente Lula em um eventual segundo turno, o que também influenciou a desvalorização do dólar. O ambiente externo favorável, com a depreciação do dólar e aumento de fluxo para ativos emergentes, contribuiu para a valorização do real. A queda do dólar vem ocorrendo devido à expectativa de mudanças na política fiscal do país, caso haja uma vitória da oposição nas eleições presidenciais. As últimas pesquisas causaram impacto positivo nos ativos brasileiros, impulsionando o ‘trade eleitoral’ e fortalecendo a perspectiva de valorização do real. O fluxo cambial positivo em fevereiro e a entrada de recursos estrangeiros no mercado financeiro nacional também contribuíram para a queda do dólar. As perspectivas de continuidade da apreciação do real estão ligadas à desvalorização global do dólar, à identificação do Brasil com commodities e ao fortalecimento de Flávio Bolsonaro nas pesquisas eleitorais, que geram otimismo nos investidores.




