Estados Unidos e Irã negociam em Genebra: Questão nuclear e tensões militares em foco

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Estados Unidos e Irã realizam hoje nova rodada de negociações em Genebra, discutindo questões relacionadas ao enriquecimento de urânio, transparência e tensões militares em meio a alertas sobre risco de guerra. O encontro é considerado crucial para avaliar a possibilidade de um acordo que possa conter o avanço do programa nuclear iraniano e evitar um conflito armado. As informações são do Al Jazeera, que está acompanhando de perto os desdobramentos das discussões entre as delegações dos dois países.

No Congresso norte-americano, o líder da maioria republicana no Senado, John Thune, afirmou estar atento à situação, enquanto os Estados Unidos reforçam sua presença militar no Oriente Médio. Thune destacou que a mobilização tem como objetivo garantir a segurança nacional, tanto dos EUA quanto de seus aliados na região. Sobre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, Thune mencionou que não há informações sobre possíveis decisões, mas ressaltou a postura de buscar a paz através da força em colaboração com os aliados.

O analista Richard Weitz, do NATO Defense College, descartou a urgência de uma ação militar dos Estados Unidos contra o Irã no momento. Segundo ele, o Irã não terá capacidade nuclear em breve, o que permite espaço para iniciativas diplomáticas. Weitz enfatizou que o diálogo em Genebra deve focar em questões como o enriquecimento de urânio, destino do material já enriquecido e criação de mecanismos de transparência para monitorar atividades nucleares sensíveis.

O Irã enviou uma resposta aos representantes americanos por meio do ministro das Relações Exteriores de Omã, durante as negociações em Genebra. Abbas Araghchi, chanceler iraniano, alertou sobre as consequências devastadoras de um possível conflito militar, destacando a importância de um acordo para evitar uma guerra na região. Ele classificou as negociações como uma oportunidade histórica e enfatizou a seriedade das conversas como elemento fundamental para o sucesso das negociações.

Araghchi refutou acusações de Trump sobre o desenvolvimento de mísseis com capacidade de atingir os Estados Unidos, afirmando que os armamentos iranianos são de natureza defensiva. Ele ressaltou que o país não está construindo mísseis com tal alcance, limitando o raio de seus mísseis a 2.000 quilômetros. O chanceler também enfatizou que os mísseis iranianos são puramente para dissuasão e autodefesa.

O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, destacou a preferência de Trump por soluções diplomáticas e afirmou que o presidente está comprometido em buscar uma abordagem pacífica para a questão. Rubio ressaltou a importância de garantir que o programa nuclear iraniano seja eliminado e expressou esperança de que as conversas em Genebra sejam produtivas. Ele alertou sobre a capacidade dos mísseis balísticos iranianos de atingir aliados dos EUA na região, além de ameaçar rotas marítimas com recursos navais. O governo iraniano tem se posicionado reiteradamente afirmando que seus mísseis balísticos não estão em discussão nas negociações em curso.

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