A defesa de Stefanutto negou as acusações da PF, afirmando que ele não era o ‘Italiano’ mencionado nas conversas. No entanto, as investigações ligam diretamente o nome de Stefanutto a um esquema de propinas mensais envolvendo a associação em questão. A Conafer, uma das associações investigadas, é apontada pela PF por ter recebido R$ 708 milhões, sendo que R$ 640 milhões foram desviados por meio de empresas de fachada. Algumas dessas empresas, como Santos Consultoria e Assessoria, To Hire Cars Locadora de Veículos e CSS Consultoria e Gestão, são descritas como ‘fantasmas’. As sedes dessas empresas são salas que ficam sempre fechadas em um escritório em Presidente Prudente (SP).
Os repasses feitos a Stefanutto entre 2022 e 2024 foram realizados através de terceiros, como Anderson Pomini, Delícia Italiana Pizzas, Sanchez Salvadore Sociedade de Advogados, Stelo Advogados Associados, Moinhos Imobiliária e Ivete Teresinha Marsango. No entanto, Ivete Teresinha Marsango defendeu-se, alegando ser advogada e nunca ter repassado valores a autoridades ou funcionários públicos, conforme já esclarecido no STF. Conversas no WhatsApp entre Cícero Marcelino de Souza Santos, apontado como operador financeiro da Conafer, e Carlos Roberto Ferreira Lopes, presidente da associação, registraram o controle das supostas propinas.
Dentre os citados nas investigações estão Virgílio Antônio de Oliveira Filho, ex-procurador do INSS, André Paulo Felix Fidelis, ex-diretor do INSS, e Euclydes Pettersen, deputado federal. Eles teriam recebido R$ 6,5 milhões, R$ 3,4 milhões e R$ 14 milhões em propina, respectivamente. Todos foram procurados pelo UOL, mas não responderam aos questionamentos sobre as acusações. A PF segue investigando o caso para apurar a extensão do esquema de desvios de recursos públicos e propinas no INSS.




