O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), defendeu a atuação do ministro Dias Toffoli enquanto era relator do caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quinta-feira (26), e falou em “exageros” nas críticas a ele. Em entrevista ao Metrópoles, Motta afirmou que o ministro cumpriu todos os pedidos que lhe foram solicitados “com muito equilíbrio nas suas decisões”.
Ao falar sobre o caso Master, o presidente da Câmara criticou a atuação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que atua no Senado e afirmou que o colegiado está querendo “fazer palanque eleitoral sobre outro assunto”. Motta enfatizou que é errado mudar o escopo de uma CPI que tinha um intuito específico para direcioná-la a outro tema político, que não era o objetivo inicial da comissão.
No Senado Federal, apenas uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) está em funcionamento, a da Crime Organizado. Além disso, no Congresso, existe a CPI mista que investiga os desvios no INSS, contando com a presença de deputados e senadores. O presidente da CPI do Crime Organizado, senador Fabiano Contarato (PT-ES), afirmou que as decisões tomadas pelo colegiado estão diretamente ligadas ao tema e que no plano de trabalho há um item relacionado a investigações sobre instituições financeiras.
Na quarta-feira (25), a CPI do Crime Organizado aprovou a convocação dos irmãos do ministro Dias Toffoli e do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. Além disso, a comissão decidiu pela quebra de sigilo de dados fiscais e bancários de empresas envolvidas no caso Master. Motta foi questionado sobre os pedidos de criação de CPIs na Câmara e no Senado em relação ao caso Master, destacando que os órgãos de controle estão conduzindo a investigação de possíveis irregularidades de forma adequada.
O ministro Dias Toffoli deixou o caso em 12 de fevereiro, após avanços nas investigações da Polícia Federal. Em nota, o STF informou que Toffoli pediu que o tema fosse redistribuído para outro ministro relatar o caso. André Mendonça foi o relator designado para conduzir a ação. Relatório dos investigadores enviado ao Supremo trouxe menções sobre o magistrado, a partir de dados do celular do banqueiro Daniel Vorcaro.
Toffoli esclareceu sua participação societária na empresa Maridt e negou qualquer relação pessoal ou financeira com o banqueiro Daniel Vorcaro em nota divulgada. O presidente da Câmara, Hugo Motta, ressaltou a importância da atuação do Supremo Tribunal Federal, Ministério Público e Polícia Federal no processo de investigação do caso Master, reconhecendo o papel desempenhado pelo ministro Toffoli.




