Moradores são obrigados a evacuar o condomínio em Mangaratiba, na Costa Verde do Rio de Janeiro, devido a um cheiro forte gerado durante uma obra no duto da empresa Transpetro. Mais de 70 pessoas deixaram suas residências, e aproximadamente 20 buscaram tratamento médico com sintomas como enjoo, falta de ar e irritação na garganta. A Prefeitura tomou providências e multou a empresa responsável em R$ 500 mil por poluição atmosférica.
Os moradores do condomínio relataram que o odor intenso, descrito como semelhante ao cheiro de gasolina, tornou-se mais pronunciado na segunda-feira da semana passada, forçando muitos residentes, especialmente os idosos, a abandonarem temporariamente suas casas. O problema teve início ao longo do mês passado, durante a obra no duto utilizado para o transporte de petróleo entre o Terminal de Angra dos Reis e a Refinaria de Duque de Caxias, com a situação se agravando nos últimos dias.
Pessoas como Cida Carvalho dos Santos e Alice Fontes de Mello testemunharam sintomas como enjoo, vômito, dor de cabeça, pressão alta, ardência na garganta e falta de ar. Fabiano Júnior, outro morador afetado, precisou buscar abrigo em um hotel devido à intensidade do odor. A comunidade também denunciou a situação às autoridades, registrando um boletim de ocorrência e solicitando apoio da Defensoria Pública e do Ministério Público.
A Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Mangaratiba aplicou uma multa de R$ 500 mil à Transpetro por poluição atmosférica na área urbana. A empresa, por sua vez, assegurou que o reparo nas instalações do duto, realizado de forma preventiva desde o dia 23, não resultou em vazamento de substâncias químicas. Mesmo assim, a Transpetro reconheceu a presença de um odor desagradável devido ao escoamento de petróleo residual, que agora está sendo tratado para minimizar os impactos na comunidade.
A companhia comunicou que o processo de reparo será concluído até a próxima semana, reduzindo significativamente o odor na região. Embora os moradores tenham experimentado sintomas adversos, a Transpetro reforçou que o odor não é tóxico e que todas as medidas adotadas seguem rigorosas normas internacionais. A Defensoria Pública está acompanhando de perto a situação e tomará as medidas necessárias para assegurar a proteção da comunidade afetada pelo incidente.




