A divulgação da pesquisa Atlas/Bloomberg revelando um empate técnico entre o senador Flávio Bolsonaro e o presidente Lula foi recebida com desconforto por integrantes do mercado financeiro. Com Flávio alcançando 46,3% e Lula 46,2% das intenções de voto, dentro da margem de erro, o ceticismo imperou. Representantes do setor minimizaram o resultado, destacando que é cedo para consolidar cenários eleitorais. Nos bastidores, evidencia-se a percepção de que embora Flávio se consolide rapidamente, sua fragilidade pode ser um obstáculo para sua jornada eleitoral. No PT, o avanço de Flávio gerou surpresa e preocupação. Dirigentes defendem cautela antes de tirar conclusões definitivas sobre a corrida presidencial. Enquanto Lula liderava com 49,2% nas pesquisas anteriores contra 44,9% de Flávio, a nova pesquisa indica um estreitamento da vantagem do presidente e um crescimento do senador, configurando um empate técnico. A pesquisa também abordou um segundo turno entre Lula e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), com Tarcísio liderando com 47,1% e Lula com 45,9%, dentro da margem de erro. Apesar do sinal de alerta, lideranças do PT ressaltam a importância de aguardar novas pesquisas para analisar se há uma tendência consolidada. A orientação interna é evitar reações precipitadas. Dirigentes petistas acreditam que medidas econômicas recentes, como a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda, ainda não foram totalmente absorvidas pelo eleitorado, com a expectativa de que essas ações possam influenciar os próximos levantamentos.



