A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS está concentrando suas investigações nas quebras de sigilo de Lulinha, filho do ex-presidente Lula, que é apontado como amigo do Careca do INSS, um dos operadores da fraude que descontava valores de aposentados e pensionistas. Desde o início das atividades em agosto do ano passado, a CPMI tem investigado os desvios bilionários de aposentadorias do INSS, descobertos em abril de 2025 pela Controladoria-Geral da União (CGU) e pela Polícia Federal, em paralelo com uma investigação em andamento.
Durante as sessões da comissão, os parlamentares da oposição buscaram investigar não apenas o irmão do presidente Lula, Frei Chico, mas também seu filho mais velho, Lulinha. No entanto, até o momento, os depoimentos e documentos recebidos não trouxeram grandes novidades além do já apurado pela PF. A votação para quebras de sigilo bancário e fiscal de Lulinha, aprovada recentemente, gerou confusão entre os parlamentares, com acusações e disputas entre base governista e oposição.
O relator da CPMI, Alfredo Gaspar, destacou a importância de investigar Lulinha, apontado como um dos personagens “fora do radar” e amigo do Careca do INSS. A base do governo nega a relação do filho do presidente com as fraudes no INSS e busca reverter a votação das quebras de sigilo. Em meio a isso, novas convocações de presidentes de instituições financeiras suspeitas foram aprovadas, visando a investigação de possíveis empréstimos consignados ilegais realizados ao longo dos anos.
A investigação da CPMI do INSS tem sido marcada por disputas políticas entre base governista e oposição, transformando os interrogatórios em verdadeiras batalhas de narrativas. A falta de relação financeira entre Lulinha e o Careca do INSS tem dificultado o avanço das investigações, que se deparam com obstáculos como a falta de quebras de sigilo de instituições financeiras suspeitas. A comissão também busca investigar os valores movimentados entre os grupos fraudadores e as empresas de fachada envolvidas no esquema.
A convocação de novos depoentes e a aprovação de quebras de sigilo de Lulinha são passos importantes para o avanço das investigações da CPMI do INSS. As suspeitas envolvendo o filho do ex-presidente Lula ganharam destaque nas últimas semanas, assim como os embates políticos dentro da comissão. O desafio agora é avançar nas investigações, buscando esclarecer as fraudes no INSS e identificar os responsáveis pelos desvios bilionários de aposentadorias e pensões.




