Subsídio no metrô do Rio: especialistas destacam importância para evitar colapso e ‘espiral da morte’

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Especialistas afirmam que o subsídio é fundamental para evitar colapso e ‘espiral da morte’ no metrô do Rio

O governo do estado irá subsidiar um aumento de R$ 0,30 na passagem. De acordo com a PUC-Rio, manter a tarifa atual custaria R$ 50,3 milhões por ano; no entanto, o governo estima um valor de R$ 37 milhões.

Especialistas destacam a importância do subsídio para evitar o colapso no metrô do Rio. O aumento na tarifa, previsto para abril, não terá impacto direto nos passageiros, já que o governo se comprometeu a arcar com o reajuste de R$ 0,30.

A tarifa do metrô passaria de R$ 7,90 para R$ 8,20, mas o valor adicional será subsidiado. Isso significa que, na prática, os passageiros não terão economia, apenas deixarão de pagar a diferença. No entanto, essa medida representará um aumento nas despesas para o estado.

O subsídio foi recomendado pela agência reguladora com base em um estudo da PUC-Rio. Enquanto a universidade aponta um custo anual de R$ 50,3 milhões para manter a passagem no preço atual, o governo estima um impacto menor, de R$ 37 milhões.

A Secretaria de Transportes será responsável por cobrir os custos no ano em que o déficit fiscal deve diminuir de cerca de R$ 19 bilhões para R$ 12 bilhões com a adesão ao Programa de Refinanciamento de Dívidas dos Estados (Propag).

Mesmo com o subsídio, o Rio de Janeiro continua tendo a tarifa de metrô mais cara do país. Em comparação, em Belo Horizonte a passagem custa R$ 5,80; em Brasília, R$ 5,50; em São Paulo, R$ 5,40; e em Fortaleza, R$ 3,60.

O subsídio é considerado necessário e correto pelo conselheiro da ANP Trilhos, Joubert Flores, ressaltando que é uma forma justa de aplicar os impostos que os cidadãos pagam.

Especialistas alertam para o fenômeno da ‘espiral da morte’ no transporte sobre trilhos da Região Metropolitana, onde o desequilíbrio financeiro e a perda de demanda se retroalimentam. A implementação do subsídio é apontada como uma solução, juntamente com a integração tarifária e um modelo de financiamento equilibrado e sustentável.

No Rio, usuários de baixa renda têm direito a uma tarifa social de R$ 5 até 11 de abril, com a possibilidade de renovação do benefício anunciada pelo governador Cláudio Castro. Em meio a esses desafios, a busca por soluções sustentáveis no transporte público continua sendo um objetivo fundamental para garantir a mobilidade urbana eficiente na região.

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