Nesta sexta-feira (27), Rodrigo Bacellar, Thiego Raimundo dos Santos Silva, conhecido como TH Joias, e outras três pessoas foram indiciados pela Polícia Federal sob suspeita de ligação com o Comando Vermelho.
Durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão em Teresópolis, na Região Serrana do RJ, a Polícia Federal localizou uma adega de vinhos em um imóvel associado ao deputado estadual Rodrigo Bacellar (União Brasil), um dos indiciados pela Polícia Federal sob suspeita de ligação com o Comando Vermelho.
A ação integra um inquérito que mira organização criminosa voltada ao tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.
Agentes da Polícia Federal cumpriram mandados judiciais expedidos pela Justiça Federal em endereços atribuídos a Bacellar e a outros três investigados.
No imóvel de Teresópolis, além de documentos, foi encontrada uma adega de vinhos com dezenas de garrafas e o rosto do deputado — itens que agora fazem parte do conjunto de apreensões analisadas pelos peritos.
Rodrigo Bacellar, TH Joias e mais 3 são indiciados pela DE por ligação com o CV.
Bacellar, que está licenciado da presidência da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), foi preso no dia 3 de dezembro pela Polícia Federal na Operação Unha e Carne. Ele é suspeito de ter vazado informações sigilosas da Operação Zargun, deflagrada em setembro, em que o então deputado estadual TH Joias foi preso.
TH Joias foi preso por tráfico de drogas, corrupção e lavagem de dinheiro, suspeito de negociar armas para o Comando Vermelho (CV). Ele assumiu o mandato em junho, mas deixou de ser deputado após sua prisão.
A defesa do ex-deputado TH Joias negou a participação dele em qualquer possibilidade de vazamento de informações para qualquer organização criminosa do Estado do Rio de Janeiro. “Sua relação com o deputado Rodrigo Bacelar era uma relação urbana, uma relação de parlamento entre colegas de parlamento. Assim como TH Joias jamais conheceu e sequer teve qualquer contato com o desembargador Macário ou qualquer outro personagem deste inquérito policial e desta confusão em que meu cliente se encontra.”, disse o advogado Rafael Faria.




