Donald Trump escolheu um extremista de direita para liderar a relação dos Estados Unidos com o Brasil. A decisão de Darren Beattie trouxe à tona tensões diplomáticas e mantém incertezas nas relações entre Washington e Brasília.
O governo de Donald Trump nomeou Darren Beattie para um cargo estratégico com influência direta sobre a política norte-americana em relação ao Brasil. A escolha do assessor sênior, que já atua como secretário assistente interino de Estado para Assuntos Educacionais e Culturais, pode impactar o equilíbrio diplomático entre os dois países, segundo fontes familiarizadas com a nomeação divulgada pela agência Reuters.
Beattie, também conhecido por suas críticas ao ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, foi alvo de reações do governo brasileiro anteriormente. Suas declarações na rede social X geraram polêmica e resultaram em chamados do Itamaraty para esclarecimentos por parte dos Estados Unidos em Brasília.
As relações entre os Estados Unidos e o Brasil já enfrentaram turbulências no passado, com imposições de sanções e tarifas. No entanto, um encontro entre Lula e Trump durante a Assembleia-Geral da ONU em Nova York resultou em uma redução das tarifas. O próximo encontro entre os líderes previsto para março em Washington pode redefinir os rumos do diálogo bilateral.
Beattie também preside o Instituto da Paz dos EUA e chefia o Escritório de Assuntos Educacionais e Culturais do Departamento de Estado. No entanto, suas declarações públicas anteriores e seu histórico de controvérsias trazem uma dose de incerteza para a relação entre os dois países.
Durante a campanha presidencial de 2024 nos Estados Unidos, Beattie levantou a possibilidade de envolvimento da comunidade de inteligência em tentativas de assassinato contra Trump. Suas opiniões controversas e declarações polêmicas desenham um cenário de apreensão em relação ao futuro da política externa em relação ao Brasil.
A escolha de um extremista de direita para supervisionar questões relacionadas ao Brasil adiciona uma camada de complexidade ao cenário diplomático. Com Lula planejando uma visita a Washington em breve, a influência de Beattie no Departamento de Estado pode ser determinante para definir os rumos das relações entre as duas democracias do Hemisfério Ocidental.




