De extrema direita, Darren Beattie, secretário-assistente interino de Estado para Assuntos Educacionais e Culturais, foi escolhido para um cargo-chave relacionado ao Brasil. A medida indica tensões entre as duas democracias, apesar de uma recente aproximação. Beattie foi nomeado por um alto funcionário do Departamento de Estado dos EUA, sendo descrito como assessor sênior para a Política do Brasil.
O Departamento de Estado ainda não comentou sobre a nomeação. Em agosto, Beattie gerou polêmica ao criticar o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes. As relações entre Brasil e EUA já haviam enfrentado turbulências, com imposição de sanções, porém melhoraram após encontro entre Lula e Trump.
Beattie, conhecido por suas opiniões polêmicas e posições extremas, foi elogiado por Eduardo Bolsonaro. A presença de Beattie em um cargo importante para assuntos relacionados ao Brasil indicam um foco renovado na região. As autoridades brasileiras não haviam sido informadas sobre a nomeação dele e expressaram preocupações.
A relação entre os dois países esfriou sob a gestão Trump, mas melhorou com a chegada de Lula ao poder. A próxima prova de fogo poderá ser a visita de Lula a Washington em março. Enquanto Beattie assume novas responsabilidades, sua postura controversa repercute. Ele foi acusado de racismo e sexismo, além de afirmar teorias conspiratórias durante a campanha presidencial de 2024.




