Entenda por que a polícia trata mulher desaparecida no RS como vítima de feminicídio
Pelo tempo que passou, mais de um mês após o desaparecimento, e pela falta de contato, as autoridades praticamente descartam encontrar a família com vida. A Polícia Civil deu detalhes sobre imagens encontradas no celular de uma mulher desaparecida em Cachoeirinha.
Silvana Germann de Aguiar, 48 anos, foi adicionada à triste lista de feminicídios do ano de 2026 no Rio Grande do Sul, tornando-se a 20ª vítima. Desaparecida desde 24 de janeiro, a Polícia Civil tem indícios que apontam para esse tipo de crime. O suspeito é o ex-companheiro de Silvana, Cristiano Domingues Francisco, que está preso temporariamente por suspeita de envolvimento no caso.
A Polícia Civil tem evidências suficientes para indiciar Cristiano pelo desaparecimento de Silvana e de seus pais, Isail Aguiar, de 69 anos, e Dalmira Aguiar, 70. O delegado responsável pelo caso afirmou que já existem elementos para indiciá-lo, mas aguardam a finalização do inquérito para encaminhar ao Ministério Público.
A situação se torna ainda mais complicada pelo tempo decorrido desde o desaparecimento da família, durando mais de um mês. As investigações apontam para a triste realidade de que é improvável encontrar a família com vida, e por isso o caso de Silvana é tratado como feminicídio e o dos pais como duplo homicídio.
Até o momento, mais de 30 pessoas foram ouvidas pela polícia, e Cristiano é o principal suspeito. Os relatos descrevem a relação conturbada entre ele e Silvana, especialmente em questões relacionadas à criação do filho de ambos. Agora, as investigações se concentram na análise do celular de Silvana, descoberto em fevereiro e com a câmera coberta por fita isolante, indicando possíveis tentativas de ocultar informações.
A defesa de Cristiano alega que ele é inocente e que as evidências coletadas são circunstanciais. Apesar das tentativas de obstruir as investigações, a polícia segue o trabalho para esclarecer o desaparecimento da família Aguiar. O caso continua em andamento, enquanto a polícia considera finalizar o inquérito mesmo sem localizar os corpos.
O desaparecimento da família Aguiar chocou a cidade de Cachoeirinha, e as investigações estão em curso para elucidar os acontecimentos que envolveram Silvana, Isail e Dalmira Aguiar. O desfecho desse trágico episódio é aguardado por todos os envolvidos, buscando justiça e respostas para um caso que comoveu a região.




