Bullying em escola de Fortaleza: família denuncia ato contra aluno com síndrome causadora de obesidade

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Aluno forçado a comer 7 fatias de bolo em escola tem síndrome que faz com que
ele engorde com facilidade

Família afirma que síndrome diagnosticada ainda na infância provoca dificuldades
de aprendizagem e faz com que o adolescente ganhe peso com mais facilidade.

Família denuncia bullying contra aluno em escola pública de Fortaleza
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Família denuncia bullying contra aluno em escola pública de Fortaleza

O adolescente de 16 anos que foi forçado por colegas a comer ao menos sete
fatias de bolo
dentro de uma escola estadual no Bairro Dom Lustosa, em Fortaleza
, possui uma síndrome
diagnosticada ainda na infância que provoca dificuldades de aprendizagem e faz
com que ele ganhe peso com mais facilidade.

O caso aconteceu na última quinta-feira (26), no CAIC Raimundo Gomes de
Carvalho, e ganhou repercussão após vídeos serem publicados nas redes sociais
por um dos envolvidos. As imagens mostram o jovem sendo constrangido enquanto
outros alunos riem e registram a situação.

Segundo familiares, o estudante não reagiu às provocações. Desde pequeno, ele
enfrenta desafios relacionados à condição de saúde, que afeta seu
desenvolvimento e contribuiu para a obesidade.

A Secretaria da Educação do Ceará (Seduc) informou em nota,que repudia a prática
de bullying e que adotou medidas imediatas após tomar conhecimento do caso.

Segundo o órgão, a vítima e a família estão recebendo acolhimento, escuta e
suporte psicológico. Os estudantes envolvidos foram convocados junto aos
responsáveis e poderão sofrer medidas previstas no regimento escolar.

A pasta também informou que a escola realizou uma ação de conscientização com os
alunos e que a temática do bullying será trabalhada ao longo da próxima semana,
com apoio de psicólogos e assistentes sociais.

A Secretaria da Segurança Pública informou que o Grupo de Segurança Escolar
(GSE), da Polícia Militar, esteve na instituição após o caso vir à tona. As
circunstâncias serão investigadas pela Polícia Civil.

A pasta reforçou que familiares da vítima devem procurar uma unidade policial
para formalizar o registro e colaborar com as investigações.

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