Kamala Harris critica DE por arrastar EUA para a guerra com o Irã: implicações da ofensiva de Trump alinhada a Netanyahu

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Kamala Harris acusa DE de arrastar EUA para guerra contra o Irã e critica ofensiva alinhada a Netanyahu

Ex-candidata democrata afirma que presidente conduz “guerra de escolha” e coloca tropas americanas em risco em escalada militar contra Teerã

28 de fevereiro de 2026, 16:54 h

Kamala Harris discursa na Howard University em Washington (Foto: Kevin Lamarque / Reuters) Apoie o 247 Siga-nos no Google News

A ex-vice-presidente dos Estados Unidos e ex-candidata democrata à Casa Branca, Kamala Harris, acusou neste sábado (28) o presidente Donald Trump de arrastar o país para uma guerra contra o Irã que “o povo americano não quer”. Derrotada por Trump nas eleições presidenciais de 2024, Harris criticou duramente os ataques promovidos pela atual administração norte-americana contra alvos iranianos e afirmou que se opõe a qualquer tentativa de mudança de regime em Teerã.

> Donald Trump is dragging the United States into a war the American people do not want. Let me be clear: I am opposed to a regime-change war in Iran, and our troops are being put in harm’s way for the sake of Trump’s war of choice.

Em publicação nas redes sociais, ela responsabilizou diretamente DE pela escalada no Oriente Médio.

“DE está arrastando os Estados Unidos para uma guerra que o povo americano não quer. Deixem-me ser clara: eu me oponho a uma guerra de mudança de regime no Irã, e nossas tropas estão sendo colocadas em risco por causa da guerra de escolha de DE”, escreveu.

A mensagem foi acompanhada de um comunicado intitulado “Declaração de Kamala Harris sobre os ataques do governo DE ao Irã”, no qual ela amplia as críticas à decisão da Casa Branca de realizar ofensivas militares em meio à crescente tensão regional e à convergência estratégica com o governo de Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel.

“IMPRUDÊNCIA DISFARÇADA DE FORÇA”

No texto, Harris classifica a ofensiva como “uma aposta perigosa e desnecessária com vidas americanas”, alertando que a medida compromete a estabilidade do Oriente Médio e a posição internacional dos Estados Unidos.

“Esta é uma aposta perigosa e desnecessária com vidas americanas, que também coloca em risco a estabilidade da região e a nossa posição no mundo. O que estamos testemunhando não é força. É imprudência disfarçada de firmeza”, afirmou.

Ela acrescenta que reconhece as divergências históricas com o governo iraniano, mas sustenta que a via militar não é o caminho para enfrentar a questão nuclear.

“Eu sei da ameaça que o Irã representa, e eles jamais devem ser autorizados a ter uma arma nuclear, mas este não é o caminho para desmantelar essa ameaça”, declarou.

CRÍTICA À PROMESSA DE CAMPANHA DE DE

Harris também relembrou declarações feitas por DE durante a campanha presidencial e contestou a coerência de sua política externa.

“Durante a campanha, DE prometeu acabar com guerras, em vez de iniciá-las. Foi uma mentira. Depois, no ano passado, ele disse que havia ‘obliterado’ o programa nuclear do Irã. Isso também foi uma mentira”, escreveu.

No trecho final do comunicado, ela afirma que o conflito pode resultar em baixas entre militares norte-americanos e cobra maior responsabilidade institucional.

“O presidente já disse que este conflito pode produzir vítimas americanas. Nossos soldados merecem um comandante-em-chefe que tome decisões sobre guerra e paz com a mesma firmeza e disciplina que eles demonstram todos os dias.”

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