A vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), abriu um processo judicial exigindo R$ 30 mil de indenização por danos morais de integrantes e ex-integrantes do movimento Kizomba, um coletivo estudantil ligado a partidos de esquerda. A controvérsia envolve um cartaz que retrata o governador Ibaneis Rocha (MDB) e Celina segurando armas de fogo e sacos de dinheiro, colado em vários pontos do DF em 26 de janeiro.
O cartaz também exibia as frases “crime do Master” e “Fora Ibaneis e Fora Celina Leão”, que, de acordo com a defesa de Celina, difamam a vice-governadora, alegando a prática de condutas criminosas e causando danos morais. Em resposta, a assessoria de imprensa de Celina Leão afirmou que a ação judicial busca contestar o uso indevido de espaços públicos, sublinhando que tais lugares não podem ser utilizados sem permissão legal.
O movimento Kizomba, por sua vez, se manifestou afirmando que seus membros estão sendo alvo de perseguição política e que a exibição dos cartazes era um exercício legítimo de liberdade de expressão e crítica ao governo. A associação dos docentes da Universidade de Brasília (ADUnB) também se pronunciou, repudiando a abertura do processo contra os estudantes do coletivo Kizomba e reforçando a importância da transparência e responsabilização das autoridades.
O caso suscitou divergências de opiniões, com integrantes do Kizomba negando envolvimento com a afixação dos cartazes e ressaltando a importância da crítica política numa democracia. A vice-governadora Celina Leão reiterou o respeito à liberdade de manifestação, salientando que não questiona posicionamentos políticos, mas sim a utilização irregular do patrimônio público.
Diante do embate entre a vice-governadora e o movimento Kizomba, fica evidente a tensão entre o direito à livre expressão e a preservação do espaço público. Enquanto Celina busca reparação por possíveis danos morais, os estudantes defendem a legitimidade de suas críticas. A discussão sobre os limites da liberdade de expressão e o uso adequado de espaços públicos permanece em pauta, refletindo a complexidade das relações entre governantes e cidadãos em uma sociedade democrática.




