Descubra a tradição da ‘Cata Guavira’ e sua ligação com a natureza!

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Você já experimentou ‘caçar’ gabiroba? Esse fruto brasileiro, da mesma família da goiaba e da pitanga, desperta curiosidades botânicas e é símbolo cultural em estados como Mato Grosso do Sul. Antes mesmo da fruta da guavira surgir, suas flores encantam e colorem o cerrado. A prática de ‘caçar’ gabiroba envolve muito mais do que simplesmente colher um fruto, é sobre se conectar com a natureza, compartilhar a colheita e criar laços com a paisagem.

A gabiroba, popularmente conhecida como guavira, pertence ao gênero Campomanesia, da família Myrtaceae, que também inclui a goiaba e a jabuticaba. Com cerca de 40 espécies e variedades distribuídas por todos os biomas brasileiros, esse fruto apresenta diferentes nomes conforme a região, como guabiroba, guabiraba ou guavira, derivados do tupi e significando “fruto brilhante”. A família Myrtaceae é conhecida como a ‘família das frutas’, reunindo espécies com frutos comestíveis muito presentes na alimentação tradicional.

As gabirobeiras podem variar de arbustos baixos a árvores de até 30 metros de altura, apresentando folhas distintas com nervuras curvas, flores pequenas e frutos com diversas sementes internas. Encontradas em todo o Brasil, as gabirobas florescem no início da primavera e frutificam entre novembro e dezembro, especialmente no Cerrado. A frutificação dura cerca de duas semanas, tornando a colheita no ponto certo motivo de celebração.

Adaptada à sazonalidade do Cerrado, a gabiroba possui raízes profundas para armazenar água e folhas ricas em óleos essenciais que reduzem a perda de umidade. Suas sementes recalcitrantes não toleram ressecamento e precisam ser germinadas logo após a retirada do fruto. Do azedo ao doce, o amadurecimento da gabiroba é marcado por uma transformação química que a torna mais macia, aromática e pronta para o consumo.

Além de seu valor como alimento, a gabiroba possui uso tradicional na medicina popular, sendo estudada por suas propriedades antioxidantes, anti-inflamatórias e antimicrobianas. Mais do que um fruto, a gabiroba carrega consigo identidade cultural e tradições, como a prática da “Cata Guavira” em Mato Grosso do Sul. Reconhecida como fruto símbolo do estado, a guavira é celebrada anualmente durante o Festival da Guavira em Bonito, mantendo viva a memória e os laços com a natureza.

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