O governo do Irã rejeitou as negociações após o início da guerra coordenada por EUA e Israel no último sábado (28). Autoridades iranianas afirmaram que o país está agindo em legítima defesa e que as tratativas foram interrompidas devido aos ataques. Segundo a Al Jazeera, reportagens na imprensa dos EUA sugeriam que Teerã estava interessada em diálogo, mas o governo negou tais relatos.
Ali Larijani, secretário do Conselho de Segurança Nacional do Irã, enfatizou que não haverá negociações com os Estados Unidos e que o país está se defendendo dos ataques. Ele ressaltou que o Irã não iniciou a guerra, que partiu da agressão dos EUA e de Israel. A posição oficial destaca a legítima defesa diante dos bombardeios, evidenciando que o Irã reage a uma agressão, não a inicia.
Uma saída diplomática foi questionada, e um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano explicou que o país já tentou o diálogo em duas ocasiões anteriores. As negociações foram interrompidas por novos ataques norte-americanos e israelenses, prejudicando qualquer possibilidade de acordo. Mesmo com rodadas recentes em Omã e Genebra, as novas conversas foram afetadas pelas ofensivas militares.
O Irã estava preparado para duas novas rodadas de negociações antes de ser alvo de novos bombardeios. Diante desse cenário, permanece incerto se haverá espaço para uma solução diplomática. O país reitera sua postura defensiva e mostra-se reticente quanto a novas negociações, dada a continuidade dos conflitos. aguarda desdobramentos para avaliar cenários futuros de diálogo com DE e outras entidades envolvidas.




