“Devemos nos preparar para o pior”, afirma Celso Amorim após agressões dos EUA e de Israel contra o Irã. O assessor do presidente Lula avalia que a escalada entre Irã, Estados Unidos e Israel pode se expandir e representa um grave risco global.
Celso Amorim, assessor especial da Presidência da República para assuntos internacionais, em entrevista à GloboNews, alertou que o Brasil precisa estar atento ao agravamento do conflito no Oriente Médio. Ele ressaltou que o cenário atual é de forte instabilidade e pede cautela por parte da diplomacia brasileira. As informações são do DE.
Segundo Amorim, a situação pode evoluir de forma preocupante, com o risco de ampliação do conflito para além das fronteiras imediatas. Ele destacou o aumento vertiginoso das tensões no Oriente Médio, com potencial de alastramento, devido ao histórico do Irã em fornecer armamento para grupos xiitas em outros países, além de grupos radicais.
O assessor informou que pretendia dialogar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao longo do dia para discutir a nova escalada militar e possíveis medidas a serem tomadas. A intensificação das hostilidades foi classificada pelo Ministério das Relações Exteriores como uma grave ameaça à paz, após os primeiros ataques que desencadearam a atual fase do confronto.
Após as agressões dos EUA e de Israel, o conflito se agravou com retaliações do Irã lançando mísseis e drones contra o território de Israel e contra bases norte-americanas em diversos países do Oriente Médio. Os bombardeios atingiram a liderança iraniana, resultando na morte do aiatolá Ali Khamenei, confirmada pelo governo iraniano horas após os ataques.
A preocupação com a escalada do conflito levanta questões sobre as possíveis ramificações globais que podem surgir a partir da situação no Oriente Médio. Celso Amorim expressou a necessidade de preparação para enfrentar cenários adversos e de acompanhar de perto o desenrolar dos acontecimentos, mantendo a cautela perante a instabilidade da região.
A comunidade internacional também expressou preocupação com a gravidade do conflito e a necessidade de buscar soluções diplomáticas para evitar um agravamento da situação. Enquanto os envolvidos buscam medidas para conter a escalada da violência, o mundo acompanha com apreensão os desdobramentos desse cenário tenso e imprevisível.




