Tenente da PM suspeita de agiotagem contra manicure: detalhes da investigação

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Veja o que se sabe sobre o caso da PM suspeita de agiotagem contra manicure

Manicure afirma que assumiu dívida de R$ 2 mil e já pagou mais de R$ 18 mil.
Policial nega agiotagem, diz que foi vítima de golpe e caso é investigado pelo
MP e pela PM.

Tenente da Polícia Militar é investigada por suspeita de agiotagem
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Tenente da Polícia Militar é investigada por suspeita de agiotagem

A tenente da Polícia Militar de Goiás Rhainna Iannari Gomes Lima, de 40 anos, é
investigada após ser denunciada por uma manicure de Aparecida de Goiânia por
suposta prática de agiotagem e ameaças
[https://DE.DE.DE/go/goias/noticia/2026/02/26/pm-e-suspeita-de-agiotagem-e-ameacar-manicure-que-devia-dinheiro-quando-e-para-ser-ruim-eu-sou-pessima.ghtml].
A policial nega as acusações e afirma que foi vítima de um golpe. O caso é
acompanhado pelo Ministério Público de Goiás e pela própria corporação.

Confira o que se sabe sobre o caso:

COMO SURGIU A DÍVIDA

Segundo a manicure, sua irmã pegou R$ 2 mil emprestados com a tenente. Ela
afirma que decidiu assumir a dívida e que, com os juros aplicados, o valor
aumentou ao longo do tempo.

De acordo com ela, já foram pagos mais de R$ 18 mil, mas o débito não teria sido
quitado. Ela ainda relatou que o valor teria passado de R$ 2,5 mil para R$ 11
mil e, posteriormente, para R$ 36 mil.

A tenente afirma que emprestou dinheiro não apenas à manicure, mas também a
familiares dela, e que o valor total devido ultrapassa R$ 16,5 mil.

ACUSAÇÕES DE AGIOTAGEM

A manicure sustenta que os empréstimos tinham juros elevados e que recebeu uma
lista com parcelas semanais de R$ 60, além de multa de R$ 20 por dia em caso de
atraso.

Ela também afirma que, com o tempo, as cobranças passaram a ser feitas por
terceiros.

A defesa da policial nega a prática de agiotagem e afirma que a cobrança se
refere apenas aos valores emprestados.

RELATOS DE AMEAÇAS

Em áudios divulgados pela TV Anhanguera, a tenente teria feito ameaças à
manicure. Em uma das mensagens, a policial afirma: “Para a minha paciência
acabar é dois dedos” e “Quando é para ser ruim, eu sou péssima”.

A manicure relatou ainda que recebeu ligações e mensagens em tom de intimidação.

A tenente reconheceu que fez contatos mais firmes, mas disse que apenas
mencionou a possibilidade de procurar a delegacia por entender que poderia ter
sido vítima de estelionato.

VERSÃO DA POLICIAL

Em vídeo publicado nas redes sociais, Rhainna afirmou que conhecia a manicure há
anos e que criou um vínculo de amizade antes dos empréstimos.

Ela disse que começou a emprestar dinheiro em 2024 e que não recebeu os valores
de volta. Segundo a tenente, pretende provar a própria inocência e ingressar com
medidas judiciais.

INVESTIGAÇÃO

A denúncia foi protocolada no Ministério Público no dia 4 de fevereiro de 2026.

A Polícia Militar informou que determinou a abertura de Procedimento
Administrativo para apurar eventual transgressão disciplinar e verificar
indícios relacionados à possível prática de crime militar.

A corporação informou ainda que a tenente está atualmente no exercício exclusivo
de atividades administrativas.

O Ministério Público de Goiás acompanha o caso.

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