Empresário brasileiro fica ‘preso’ no Egito após pouso forçado em meio a ataques no Irã: ‘Estava no espaço aéreo de fogo cruzado’
Anderson Rodrigues Ribeiro Faria, de Franca (SP), está há dois dias no Cairo. Voo que ia para o Japão foi desviado após início de ofensiva de Israel e EUA contra território iraniano.
O empresário e chef de cozinha Anderson Rodrigues Ribeiro Faria, de 38 anos, morador de Franca (SP), está “preso” no Cairo, no Egito, há dois dias. É que o voo em que ele estava, com destino ao Japão, precisou fazer um pouso de emergência na tarde de sábado (28) devido ao fechamento do espaço aéreo no Oriente Médio após ataques coordenados dos Estados Unidos e Israel contra o Irã.
Proprietário de um restaurante de comida japonesa, Anderson viajava para Tóquio para uma especialização culinária. O voo saiu de Guarulhos (SP) na noite de sexta-feira (27), e horas depois, a tripulação informou a necessidade de desvio da rota original.
“A gente foi obrigado a descer no Cairo porque a gente estava no espaço aéreo de fogo cruzado. Um outro que vinha logo atrás conseguiu fazer meia volta e retornar para o Brasil, mas o nosso não tinha combustível para voltar, por isso fomos obrigados a descer no Egito”, relatou o empresário em um vídeo.
Registro feito pelo empresário Anderson Faria no Egito; sem definição da companhia aérea sobre a retomada do voo para o Japão ou retorno ao Brasil, passageiros foram encaminhados para hotel e aguardam liberação de rotas seguras. Até a manhã desta segunda-feira (2), Anderson afirmou que não recebeu uma definição da companhia aérea sobre os próximos passos. Ele não sabe se conseguirá seguir para a especialização no Japão ou se retornará ao Brasil.
Segundo o brasileiro, o aviso de emergência ocorreu no momento em que os comissários se preparavam para servir o almoço. A aeronave fez o pouso e permaneceu na pista do Aeroporto Internacional do Cairo por cerca de cinco horas com os passageiros ainda no interior. De acordo com Anderson, o sistema de internet do avião foi desligado e eles ficaram sem informações claras sobre o que ocorria em solo.
Como o desembarque no Egito não estava planejado, os passageiros precisaram emitir um visto emergencial de entrada no país. Anderson relatou dificuldades financeiras, já que as autoridades locais exigiam pagamento em dólar e em espécie. Ele explicou que levava apenas ienes (moeda japonesa) e cartões, e quase foi impedido de seguir para o hotel.
Enquanto aguarda uma definição da companhia aérea sobre a retomada da viagem ou o retorno ao Brasil, o empresário saiu do hotel para visitar as Pirâmides de Gizé. Segundo ele, o clima na cidade é tranquilo, mas ainda não há previsão de liberação de voos para Doha, no Catar, onde seria sua conexão.
Estados Unidos e Israel lançaram um grande ataque contra o Irã na manhã de sábado (28), o que deflagrou uma guerra entre os três países. Explosões foram registradas na capital Teerã e em diversas outras cidades iranianas. Em resposta aos ataques dos EUA e de Israel, o Irã disparou mísseis contra o território israelense e contra bases militares norte-americanas no Oriente Médio. Essa troca de ataques continua desde então, com bombardeios diários contra Israel e Irã, sendo presenciados em outros países da região.




